Into the Wild

Tem um ditado que diz: antes tarde do que nunca. Pois então, antes de nunca fui assistir o tão comentado filme “Into the Wild” em DVD (de Sean Penn). Não vou gastar as linhas falando desse filme porque o assunto já foi muito explorado na internet.

Caso você seja um quase nunca, recomendo dar uma lida na sinopse do filme e acima de tudo assistir o filme. Vale a pena! Melhor ainda, leia o livro antes e depois assista o filme. O nome do livro, em português, é Na natureza Selvagem, por John Krakauer. O mesmo que escreveu “Sobre homens e montanhas”. Outro livro altamente recomendado para os amantes do vertical life. Aliás, tem um capítulo sobre confinamento em barracas que é muito legal.

Voltando ao filme, a meu ver, esse filme é bom porque o que Christopher McCandless ou Alex Supertramp (interpretado por Emile Hirsch) busca seja a mesma coisa que muito de nós buscamos na escalada. É claro, não a ponto que ele chegou, mas talvez num nível de desapego menor. Quantas vezes você não colocou a mochila nas costas e saiu sem um rumo definido, em busca de alguma coisa que você não sabia exatamente o que era, mas saia, em busca de algo. Alex faz a mesma coisa no filme e atiça em nós esse desejo que para alguns é a sua prórpia imagem e para outras pessoas, o desejo reprimido, seja pelo trabalho, família, dinheiro, tempo… Desculpas não faltam.

Se for analisar a história de Christopher, nota se que há certa similaridade com a história de Siddhartha Gautama, o Buda, que igualmente vivia em um ambiente onde se tinha tudo e um dia, cansado de tudo isso deixou a sua casa para vagar pelo mundo em busca da iluminação.

Aos 29 anos, Buda encontrou um homem velho, um doente e um cadáver. Ele percebeu que o sofrimento era o ponto comum a todas as pessoas. Resolveu, então, viver como um mendigo e abandonar a família, a riqueza e o poder para se concentrar na busca da Verdade.
Um dia, sentado sob uma árvore perto de Gaya, Buda recebeu a Grande Iluminação e compreendeu como seria possível livrar os homens do sofrimento. Logo depois, ele proferiu seu primeiro sermão, em um lugar perto de Bernares.

Alex chegou à conclusão de que a felicidade só é verdadeira quando compartilhada (ops, contei o final do filme….). Talvez muitos de nós já sabemos disso, outros descobriram no filme a razão de suas aventuras. Para mim, o filme me ajudou a elucidar mais um pouco a razão dessa busca, mas ainda continuo em busca, pois ainda há perguntas sem respostas.

Este post tem um comentário

  1. Uma parte muito legal é quando ele corta, rasga, queima os documentos, cartões, dinheiro(!)… Fiquei com vontade de fazer igual mas daí eu ia ter de tirar segunda via de tudo… ehehe. 😀
    Ah sim, e você não comentou mas o Eddie Vedder mandou muito bem na trilha!

    Beijos!

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