Laje das Pedras

Guarapari - ES

Alt. 240m

  • Caio Afeto no cume da pedra.

Atualizado em 10/10/2018

Distante a apenas 45km da capital, Vitória, pedra de Laje das Pedras é uma excelente opção para quem busca escalada tradicional perto da cidade com uma bela vista das montanhas capixabas e das praias do Espírito Santo no mesmo cenário.

Como Chegar

Saindo de Vitória, tome a Rodovia do Sol em direção a Guarapari, passando por Vila Velha via Terceira Ponte. Assim que passar pelo pedágio de Guarapari, entrar à direita na estrada que leva a Aquamania (tem uma placa) – km 0. Passe pelo perímetro urbano e logo em seguida, depois de um condomínio de casas, vire à esquerda (km 2,6). Siga sempre pela principal e na primeira bifurcação, tome à direita (km 6,6) e mais adiante, novamente à direita (km 7,3). Siga sempre pela estrada até ver a pedra à esquerda. Assim que estiver de frente para a pedra, pegar uma saída à esquerda bem óbvia com uma porteira (km 8,2). Siga por esta estrada até o fim, passando por mais duas porteiras. O último sítio é do Sr Lídio Alvarenga (km 9,1). Solicite passagem e siga caminhando em direção à pedra.

Mapa

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Aproximação

Estacione o carro junto a um grande bloco, sem obstruir a passagem e siga caminhando passando por uma porteira. Depois, siga em direção à pedra passando por um pequeno lago e depois um enorme bloco à direita. Logo depois, saia do vale ganhando um pasto sujo. Neste ponto, siga reto para cima até chegar no ponto mais alto do pasto sujo até encontrar o início da trilha. Siga pela trilha até encontrar a pedra (ali fica o início das vias Jardim Labirinto e Lidio Alvarenga). Até este ponto são 20 min. de caminhada.

Para as outras vias, siga pela trilha até sair no pasto sujo. No pasto, vire à esquerda e siga para cima. Para a via Sem Querer Querendo, procure por um bloco grande junto ao pasto e passe por ela. Suba pelo costão sujo até chegar na base da pedra.

Para via Caminho dos Ventos, siga pelo pasto até o colo, vire o colo e procure uma trilha bem marcada que leva ao cume da pedra. Quando estiver na altura da via, saia da trilha e entre na mata até encontrar a base da via.

Melhor época

Devido a posição privilegiada, essa pedra pode ser escalado o ano inteiro. No entanto, naturalmente, a melhor época ainda é durante o inverno, quando a temperatura é mais amena.

A pedra fica com a face principal voltada para leste com sombra à tarde. Por isso a melhor estratégia é fazer a aproximação no final da manhã e escalar a tarde.

Sob condições normais, o vento predominante na região é o nordeste, que deixa a escalada bem agradável. 

01- Jardim Labirinto (VI, 7a, D1, E2, 235m)

1a enfiada

Solo, sem grampo até a P1. 30m. Dificuldade IIo. Dá para ir de bota.

2a enfiada

Enfiada crux da via. Enfiada de 7o grau com muitas passadas de aderência. Os movimentos mais duros estão na travessia final à esquerda. Sexto grau obrigatório. 35m, bem protegido E2.

3a enfiada

Enfiada em diagonal à esquerda com passada de 6o grau na saída. Depois segue por um terreno mais tranquilo até o platô. Parada natural. 35m.

Caminhada pela mata à esquerda contornando a base e subindo pelo costão chegar na base do diedro.

4a enfiada

Começa num diedro sujo. Proteção móvel opcional (Camalot #3 e #4), depois segue pela aderência em chapas (2) até a árvore. 20m.

Caminhada pela mata. subir a mata até encontrar um formigueiro gigante. Quebrar à esquerda nesse ponto e seguir até a pedra.

5a enfiada

Escalada tranquila com um crux fácil na saída. Depois segue contornando a pedra até ganhar o platô e finaliza numa grande travessia. 35m.

6a enfiada

Enfiada curta com um crux na saída, depois a pedra perde inclinação e tudo fica mais fácil. Usar a parada acima, mas a dica é não parar nela e seguir à direita até uma outra parada um pouco mais abaixo.

7a enfiada

Começa em diagonal à direita seguindo um veio de cristal até ganhar o lance e depois segue em travessia à esquerda até chegar no platô. A parada está no final do platô.

7a enfiada (variante)

Em vez de fazer a travessia para segunda parada da P6, essa variante óbvia segue reto para cima por uma parede vertical, evitando o contorno pela direita. 

8a enfiada

Enfiada curta de 20m com 2 crux’s de 6o na sequência. Os dois lances podem ser roubados. Cume!

Descida

Opção 1 – Descer caminhando (requer desescalada e rapel curto)

Opção 2 – Pela via

P8 até a “P6”. Parada que fica à esquerda da P6 (50m).

P6 até o platô  de mato (50m).

Caminhada pela mata até a P4 (árvore).

P4 até a P3 (40m).

Rapel em diagonal até a P2 (35m).

P2 – Base (60m).

Dicas adicionais

  • Levar 2 cordas de 60m para o rapel;
  • Levar fita de abandono para os rapeis. As paradas estão com uma argola e uma chapa;
  • Levar aquela sapatilha apertada para esportiva. Não usar sapatilha de parede;
  • O livro de cume está embaixo de uma pedra, logo acima da P8;
  • Pedir passagem no sítio do Sr. Lígio Alvarenga.

ATENÇÃO!

Ao entrar nas terras do Sr Lídio, é mandatório pedir passagem tanto com o proprietário quanto com o caseiro, Marcelo, que mora numa casa antes da casa do Sr. Lídio.

02- Lídio Alvarenga

Descrição das enfiadas após a manutenção realizada pelos conquistadores em 2017.

OBS: Em 2018, foi constatado que algumas chapeletas de aço inox apresentam corrosão por cloreto. Não confiar na boa aparência das chapeletas!

1a enfiada

A 1a enfiada é um II grau com um grampo antes da parada. É totalmente solável de tênis para começar a escalada encordado a partir da P1. Mas é melhor se equipar na base. 25m

2a enfiada

Enfiada tranquila e bem protegida (5 proteções) com um crux de 4o grau antes de chegar na parada. 30m

3a enfiada

Enfiada crux da via. Começa com um crux logo na saída para depois cair para esquerda e voltar novamente à direita, onde fica o crux da enfiada (bem protegido). 30m. 7 proteções.

4a enfiada

A enfiada sai à direita até a primeira proteção e depois segue pelas canaletas. Ignorar a primeira parada dupla e fazer a P4 na 2a parada dupla. Enfiada longa, gerenciar bem o atrito.

5a enfiada – A última enfiada sai pela direita novamente até a primeira proteção e depois segue reto para cima. 30m. 3 proteções.

Descida

É possível descer pela própria via (com duas cordas) ou caminhar pela mata até a parada final da via “Sem querer querendo” e fazer um rapel de 70m até a base para seguir a descida pela trilha.

03- Sem Querer Querendo

1a enfiada

Escalada tranquila de agarrência de aproximadamente 50m. 6 proteções, mais a parada.

2a enfiada

Nesse trecho a pedra perde inclinação e a escalada fica mais tranquila. 3 proteções mais a parada.

Descida

Infelizmente as paradas não estão com argolas. Para as futuras repetições é obrigatório levar duas fitas de abandono.

04- Caminho dos Ventos

1a enfiada

Começa numa fenda que não é fenda e que não faz parte da grande fenda do diedro. Essa fenda/calha fica à esquerda da principal. Logo na saída, depois de proteger, tem um crux de 6o SUP (obrigatório) em agarra para ganhar a base da fenda. Depois segue pela fenda, usando a fenda e as agarras para progressão. As colocações são fáceis e à prova de bomba em sua grande maioria. O crux dessa fenda fica na metade, num esticão em busca de umas lacas em forma de asa de borboleta (Dá para passar em artificial A1). Depois segue à esquerda em travessia por agarras até uma outra fenda cega, onde tem um grampo. Dali para cima, a conquista original passou em buraco de cliff, mas é possível passar em livre (7o).

2a enfiada

Começa em A0 para costurar o primeiro grampo e depois segue em livre à direita até um platô descaído. Depois de costurar o grampo seguinte, a via segue reto para cima em direção ao cume. Esse lance é um pouco exposto por causa do potencial de cair no platô, mas é fácil.

Descida – Com duas cordas de 60m dá para descer direto até o chão.

Equipos para repetição

um jogo de nut e um jogo de friends. Repetir peças pequenas e médias. Levar 1 Camalot #4 ou equivalente. O jogo de nut é imprescindível!

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