Banff & Calgary – Canadá – Dicas de viagem

O texto abaixo não tem a pretensão de ser “o guia oficial” sobre Banff, nem um relato de viagem. Seria um meio termo, com dicas que considerei pertinentes e outras informações que busquei, em vão, pela internet durante os preparativos para a viagem. Infelizmente, não tem muito material em português sobre Banff, então espero preencher um pouco essa lacuna, embora ainda de forma superficial.
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Perfil dos viajantes

Há diversas formas de conhecer o mesmo lugar de acordo com o perfil de cada pessoa. Um viajante com filhos pequenos não farão as mesmas coisas que um mochileiro que viaja de carona, por exemplo. Nós viajamos em casal, com carro alugado, buscando sempre que possível acampar e de vez em quando intercalado com hotel. Viajamos tentando buscar o equilíbrio entre gastar pouco, mas sem deixar de aproveitar as oportunidades. Tentamos fugir um pouco dos programas super turísticos e partir mais para o estilo “faça você mesmo”. Caso a sua viagem seja nesse estilo, o texto abaixo terá alguma serventia, caso contrário será apenas um guia com as potencialidade de Banff.

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  • Banff.

Visto

Assim como nos EUA, para entrar no Canadá é preciso tirar o visto antecipadamente. O processo pode ser feito de duas formas:  (1) ou você paga para alguém fazer (agência de turismo) ou (2) por conta própria. Nós fizemos por conta própria pelo próprio site do governo canadense. Basta entrar nesse link para tirar o visto. O processo é dividido em três partes:

Primeiro, você precisa ver se é elegível tirar o visto pela internet. Os brasileiros não terão problema nessa parte. Assim que você for considerado apto a tirar o visto pela internet, vem a segunda parte.

Na segunda parte você precisa responder outra bateria de perguntas, todas em inglês ou francês. E no final, de acordo com as respostas será apresentado uma lista de documentos que precisa ser scaneado (ou fotografado) e anexado. De praxe vão pedir uma foto, o pagamento de uma taxa e a cópia do passaporte, além de dois formulários que precisam ser preenchidos separadamente. A quantidade de pergunta varia de acordo com o seu perfil e as respostas, assim como a quantidade de documentos. Algumas pessoas relataram que precisaram do contracheque, cópia do Imposto de Renda e outras coisas, mas no nosso caso, foi bem simples.

Para fazer todo esse processo é preciso criar uma conta no site do governo. Essa conta é integrada com diversos serviços, inclusive com o sistema do parque nacional, assim você poderá usar a mesma conta para fazer outros tipos de solicitações (reserva de camping, visita guiada…).

Depois que responder tudo isso e enviar os documentos em anexo, é preciso aguardar alguns dias para eles avaliarem os documentos. Se não tiver nenhum problema, vai receber um e-mail pedindo para que envie o seu passaporte original pelos correios para São Paulo (terceira parte). Se você mora em São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília, poderá fazer isso pessoalmente, caso contrário, terá que envia-lo pelos correios e rezar para que nada dê errado. Caso opte em enviar pelos correios, tem que pagar uma taxa de envio (devolução) e anexar o comprovante, juntamente com o email solicitando o passaporte. Se tudo der certo, você vai receber outro e-mail dizendo que o visto foi emitido (ou não) e em alguns dias irá receber o passaporte de volta com (ou sem ) o visto.

Toda essa brincadeira vai custar algumas horas de trabalho em frente ao computador, assim como uns R$ 300,00. E o processo em si leva umas 3 semanas, mas pode variar de acordo com a demanda.

Particularmente achei o processo um pouco confuso, porque o sistema está passando por mudanças (2015) e o que andei lendo nos blogs não condiz com a realidade. A parte de juntar os documentos também é chato porque o documento precisa ter um formato específico e caso você não saiba nem o que é um “dpi” vai ter dificuldades.

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  • Banff

Seguro viagem

Por lei, o Canadá não exige seguro saúde para os seus visitantes, diferentemente do que acontece para ingressar em qualquer país da Comunidade Europeia. Por muito tempo achei desnecessário fazer seguro viagem e quando era obrigado, pagava por qualquer seguro baratinho só para constar, mas ultimamente estou achando muito importante viajar segurado.

Como a nossa viagem previa atividades outdoor, considerei importante fazer um seguro específico, já que os seguros normais não cobrem esse tipo de atividade. Após algumas pesquisas pela internet, acabamos optando pela Porto Seguro que tem uma modalidade chamada Porto Mundo Aventura que cobre atividades outdoor. No entanto, recomendo que leia com atenção a apólice antes de fechar o plano, pois ainda há algumas restrições nessa modalidade.

O fato é que durante a viagem tivemos uma emergência odontológica e tivemos que acionar o seguro. Ligamos à cobrar para a seguradora e fomos atendidos por uma equipe muito solicita que nos orientou para uma dentista. Eles escolheram a dentista e marcaram um horário. Por sorte fomos encaminhados para uma excelente dentista em Calgary que nos atendeu com excelência.

Considerando o valor da consulta e o valor pago pelo seguro, posso garantir que foi uma ótima escolha ter feito o seguro.

 
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  • Lake Louise.
Voos

A principal cidade perto do Parque Nacional de Banff é Calgary que fica na província de Alberta. Para chegar até Calgary a partir do Brasil há duas rotas: Uma rota por Toronto pela Air Canada e outra pelo Estados Unidos. A vantagem de entrar por Toronto é que não precisa passar pelos Estados Unidos, não tendo que fazer 2 processos imigratórios. A desvantagem é que você acaba ficando sem muita oferta de voo, já que só a Air Canada faz essa rota. Além disso, se você olhar no mapa, vai ver que Toronto fica no outro lado do país, fazendo com que a viagem seja mais demorada.

Pelo Estados Unidos o caminho é menor e há mais oferta de voos, pois a maioria das companhias americanas têm voos para Calgary, mas a desvantagem é que tem que fazer todo processo imigratório nos Estados Unidos. Vale lembrar que para entrar nos Estados Unidos, mesmo em conexão, é exigido o visto americano.

Nós usamos a rota pelo Estados Unidos, pela United, pelo fato de termos o visto americano e assim conseguimos barganhar na passagem, mas tivemos que passar pelo stress da imigração…

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Alugando um carro e dirigindo no Canadá

Para alugar um carro no Canadá é preciso apenas o passaporte, a carteira de motorista e um cartão de crédito. Nos optamos por um carro simples, sem grandes confortos, tipo um Corolla (!!!). Na hora que fomos fazer a retirada, o atendente nos perguntou se iríamos dirigir pelas montanhas e nos ofereceu um carro mais potente, de uma categoria superior, mas respondi para ele dizendo que não, que assim dirigiria mais devagar curtindo a paisagem. Depois de mexer no computador ele me falou: nós vamos te dar um upgrade pelo preço do básico. Ou seja, eles não tinham mais os carros baratos, tentaram nos empurrar uma categoria superior e como não caímos nessa, ele teve que dar um carro superior pelo preço do básico. No fim acabamos tendo sorte. Pegamos um carro híbrido com apenas 40km rodados. E o melhor de tudo, fazia mais de 20km/L na gasolina!!!!

 

Pela Icefields Parkway.

Dirigir pelas ruas de Calgary é um pouco complicado e stressante de início. Aliado ao fato de eu não dirigir pelas ruas de Vitória (ES) durante a semana, sair dirigindo num outro país é sempre complicado. Nem preciso dizer que o trânsito funciona como um engrenagem perfeita no Canadá. Para nós brasileiros que estamos acostumados com o nosso “sistema” de transito louco, há algumas dicas importantes:

Lá tem o sinal verde e o verde piscante. O verde é igual em qualquer lugar do mundo, mas ainda assim o pedestre tem preferência sobre o verde numa faixa não sinalizada para pedestre, assim como, poderá ter outros carros cruzando, ao mesmo tempo, vindos de outra direção (!!!!). Já o verde piscante, significa que você tem total preferência num cruzamento. O pedestre não poderá atravessar porque estará fechado para ele e nenhum outro carro poderá compartilhar a rua vindo de outro lugar. Parece complicado, mas funciona bem na prática!

Já em um cruzamento de 3 vias, sem semáforos, a preferência é de quem chegar primeiro, por isso é preciso saber quando é a sua vez. E não vale dar uma de malandro e ir na carona com o cara da frente, porque onde estiver escrito STOP é pare mesmo, as rodas precisam parar de verdade. Já tomei esporro por isso nos EUA…

Assim como nos Estados Unidos, a conversão à direita é livre, mesmo com o sinal fechado. Só precisa prestar atenção ao pedestre que tem preferência.

O trânsito em Calgary é sempre muito intenso, principalmente na área do centro. Na minha opinião, há muitos veículos circulando para uma “cidade verde”. O uso da bicicleta é bem difundida, com diversas ciclovias, mas ainda assim há muito veículo nas ruas.

Para estacionar, a maioria das vagas em Calgary são pagas, exceto nos shoppings (no Brasil é o contrário!). No centro da cidade, todas as vagas funcionam com parquímetros e os valores variam de local para local, assim como o valor da hora não é fracionado proporcionalmente. Não entendi a lógica do sistema, mas quando a vaga me cobrava $15,00 por 2h nem pensava duas vezes em tirar o carro para achar uma vaga mais barata ($1,00 por 2h).

Já em Banff, o estacionamento nas ruas é gratuito. Também há pequenos parques de estacionamento espalhados pela cidade. Mas o fato é que o espaço para carro é muito limitado. Na alta temporada deve ser muito complicado estacionar o carro no centro, por isso a melhor opção é gastar a sola do sapato.

Na estrada, vi que a maioria respeita os limites de velocidade, embora não seja senso comum, mas ninguém anda a 160km/h numa via onde o limite é 110km/h. Dá uma pena estar num carro tão potente, numa estrada perfeita e ficar ali nos 110km/h…

Mas achei os motoristas de Calgary um pouco facão. É claro que nem se compara aos motoristas brasileiros, mas vi muitos acidentes em apenas duas semanas. Inclusive em um dos acidentes a minha via ficou fechada durante 3 horas em decorrência de uma colisão frontal com uma vítima fatal. Essa foi a única ocasião em que vi a polícia em toda a viagem. Aliás, a polícia canadense é muito solícita e paciente. Não são truculentos como a polícia americana ou a brasileira.

Na área do parque é muito importante que a velocidade seja respeitada, pois há muitos animais soltos ao longo da via. E a principal causa mortis dos animais é por atropelamento. Inclusive, em algumas vias, o transito fica fechado durante a noite pelo alto índice de atropelamento. Considerando, por exemplo, que na área do Parque Nacional de Banff há apenas uns 90 ursos-preto e que todo ano morrem um ou dois atropelados e que a taxa de natalidade é baixa, pode se ter uma noção do impacto dos carros no ecossistema.

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  • Moraina Lake.

Clima

Sem dúvida, a melhor época do ano para visitar a região é durante o verão ou o inverno para os amantes dos esportes de inverno.

Nós fomos no final da primavera por um simples motivo: fugir da alta temporada e dos turistas que invadem o parque durante o verão.

A primavera tem suas vantagens e desvantagens. A vantagem é que há “poucas” pessoas. Logo, ainda há vagas sobrando nos hotéis e áreas de camping. Nas trilhas também há menos gente e ainda não há filas gigantes nas atrações, assim como é tranquilo circular pelo centro de Banff.

Outra vantagem da primavera é que durante a primavera toda a bicharada desce para os vales em busca de alimento, assim é muito mais fácil ver um urso ou um cabrito da montanha.

Outra coisa legal da primavera é que amanhece às 5h da manhã e escurece às 21h. E o melhor, a “hora mágica” dura 50 minutos!!! Embora no verão escureça mais tarde ainda!!!!

A desvantagem da primavera é que algumas trilhas ficam fechadas por causa da neve e da água do degelo que deixam as trilhas molhadas. Nós não conseguimos fazer alguns passeios na parte alta porque ainda havia muita neve nas trilhas. Outra desvantagem é que ainda faz um pouco de frio e pode chover um pouco. Nós pegamos 1 semana de tempo bom e 1 semana de tempo instável com chuva e neve. Mas Banff é assim mesmo: Calor, sol, frio, chuva e neve no mesmo dia!

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  • Geleira Athabasca.

Onde ficar em Calgary, Banff e Lake Loiuse

Em Calgary nós ficamos em três hotéis diferentes, todas na região norte da cidade. Ficamos em 2 hotéis perto da Universidade de Calgay, quase junto a rodovia 1. O primeiro hotel (Travelodge) é bem simples, sem grandes confortos, já o segundo (Rampton Inn), que fica ao lado, é um pouco melhor, mas uns $20,00 mais caro. A vantagem dessa região é que fica junto a autoestrada que vai direto para o parque. Também há diversos shoppings com licor house, farmácia e supermercado no entorno. O supermercado mais comum se chama Safeway. E as bebidas alcoólicas não são vendidas nos supermercados, elas ficam nas Licor Stores que são casas que vendem apenas bebidas alcoólicas.

O terceiro hotel (Acclaim Hotel), fica ao norte do aeroporto numa área industrial. Usamos esse hotel na volta. A vantagem é que fica pertinho do aeroporto e tem um restaurante italiano muito bom ao lado que dá para acessar pelo próprio hotel.

Em Banff, não ficamos em hotel. Já em Lake Louise, ficamos no Lake Louise Inn, um hotel antigo de madeira, sem elevador. Não preciso nem dizer que em Lake Loiuse os hotéis são bem caros e não há muitas opções boas e baratas.

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  • Urso preto,

 

Campings

O parque nacional oferece uma ampla gama de área de camping. Algumas áreas de campings são mais rústicas e outras mais estruturadas. Em algumas áreas é possível fazer reserva antecipada pela internet usando aquela mesma conta que você deve ter criado para tirar o visto. Nesse caso, o pagamento é via cartão de crédito. Caso esteja planejando ir durante a alta temporada (verão e inverno) é imperativo que faça reserva antecipada, embora haja a opção de chegar na hora e fazer a reserva, mas sob o risco de não encontrar vaga. Em outras áreas, funciona o sistema first come first serve, onde não é possível fazer reserva antecipada. Nesses campings e em alguns outros, funciona o sistema de auto check-in, onde você mesmo preenche o formulário de entrada e faz o pagamento.

Em vários campings é permitido fazer fogueira dentro dos pits destinados para isso. Paga se $8,00 para ter essa facilidade. A lenha é fornecida pelo parque, bastando apenas ir catar na pilha. Os pinheiros tem uma capacidade calorífera tão grande que mesmo molhado eles queimam muito bem.

Sobre a fiscalização, não me pareceu muito onipresente. Em alguns campings vi ronda noturna, principalmente após a hora do silêncio (que é respeitada). Tirando isso, cada um cuida do seu nariz, respeitando o vizinho e tudo funciona perfeitamente em harmonia.

Segue abaixo uma síntese dos campings que ficamos.

Two Jack Lakeside Campground

Fica perto da cidade de Banff, junto ao lago Two Jack. Ao lado desse, há outro camping maior que abre na alta temporada. Nós ficamos num canto que funciona no sistema walk-in, ou seja, o carro fica um pouco distante, no máximo 50m, do estacionamento, mas tem a vantagem de poder montar a barraca ao lado do lago. O camping oferece banheiro, chuveiro quente, cozinha comunitária, lavatório, caixa contra urso, pit para fogueira e água potável. É possível fazer reserva antecipada.

Tunnel Mountain Village 1 Campground

Esse camping fica praticamente dentro da cidade de Banff e é um dos maiores do parque. Oferece as mesmas comodidades do Two Jack Lakeside com a vantagem de o carro ficar ao lado da barraca. Pessoalmente achamos um pouco barulhento em relação aos outros, mas é uma boa opção caso queria ficar numa região mais central. Aceita reserva antecipada.

Johnston Canyon Campground

Essa área de camping fica na rodovia 1A (Bow Lake Parkway), pertinho da Johnston Canyon. Tem todas as facilidades com a vantagem de ficar dentro de uma área rica em vida selvagem. Por isso mesmo, é preciso ter muita atenção em relação à comida para não atrair ursos e esquilos. O bacana desse camping é dar uma volta na região ao entardecer ou ao amanhecer para ver algum bicho em seu habitat natural.

Lake Loiuse Campground

Área de camping que fica na vila de Lake Loiuse com estrutura completa. É uma opção barata para fugir dos hotéis caros da região. A desvantagem é que fica relativamente perto da autoestrada, então dá para ouvir os carros passando. Aceita reserva antecipada.

Kicking Horse Campground

Essa área fica no Parque Nacional de Yoho que fica colado ao de Banff. Fica relativamente perto da vila de Lake Louise (20 min de carro) e tem as mesmas facilidades das anteriores e tem o mesmo problema de barulho da rodovia que passa ali perto.

Columbia Icefields Campground

Essa área de camping fica pertinho do Glaciar Athabaska e funciona no sistema fist come first serve. O camping é bem simples com banheiro químico, sem chuveiro e água potável diretamente das geleiras. Mesmo sendo bem simples tem a vantagem de poder acampar com vista para a geleira. A desvantagem é que a região fica numa parte alta, por isso é comum nevar ou chover, além de fazer mais frio em relação ao resto. Embora fique perto da rodovia, o local é bem silencioso a noite.

Além dessas áreas de camping, há outras opções que abrem e fecham de acordo com a demanda e o período do ano. No site do parque nacional há uma lista completa com todas as áreas de camping.

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  • Pilot Mountain.

Onde comer

Em Calgary não temos nenhuma sugestão interessante de onde comer. Uma pedida é perambular pela 8a avenida SW, centro, e se deixar levar por uma das dezenas de pubs, restaurantes e bares que têm ao longo da avenida.

Em Banff nos viciamos num restaurante japonês (Chaya) que fica na avenida principal e sempre que dava íamos lá provar um prato quente e de quebra comíamos um sorvete de moti de sobremesa. Esse restaurante é um típico restaurante japonês, pequeno, apertado, bagunçando e sempre lotado. Os donos, garçons e cozinheiros são todos japoneses. Caso o seu inglês ou francês seja ruim pode tentar em japonês que vai tranquilo.

Para não dizer que não fomos em outro lugar, conhecemos uma cervejaria (Brewings) que fica no piso superior do prédio do relógio da avenida principal (Clock Tower Village Mall). Todas as cervejas dali são locais e artesanais. A pedida é pedir uma amostra de todas as cervejas que são produzidas pela cervejaria.

Para os amantes do sorvete, como eu, na avenida principal tem uma sorveteria (Cow) que concorre tranquilamente com as sorveterias italianas. Não vai ser muito difícil achar, pois sempre tem fila!

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  • Castle Mountain.

 

O que fazer

Em Calgary a única opção turística bacana é subir, de elevador, a Torre de Calgary para ter uma vista de 360 graus da cidade por $18,00 e dar uma volta no calçadão da Avenida Oito no final do dia para curtir os bares da região.

Na área do parque há diversas opções de entretenimento que vão de uma simples caminhada até um passeio de helicóptero. Há muitos passeios “faça você mesmo”, mas também é possível fazer via agência.

Nós basicamente fizemos alguns passeios bem turísticos e várias caminhadas, incluindo uma com pernoite na trilha.

Banff

Na área da cidade de Banff o bacana é dar um rolé pela avenida principal, tomar o sorvete da vaquinha (Cow) e gastar os dólares nas lojas. No entorno da cidade, há alguns passeios bem bacanas que podem ser feitos a pé ou de carro. Destaque para o lago Vermilion que merece uma visita no final do dia para curtir o por do sol. Além disso, fizemos uma hiking de 16km (ida e volta) até o Cascade Amphitheatre com um ganho de elevação de 500m. É um passeio bacana, mas achei muito claustrofóbico porque caminha entre os pinheiros e demora para sair da linha dos pinheiros e entrar no ambiente alpino onde os pinheiros somem. Sem contar que a trilha é sempre em aclive. O bacana dessa caminhada é emendar com a escalaminhada do Cascade Mountain, somando mais 12km (ida e volta) e totalizando 28km de caminhada com ganho de 1500m. Mas acabamos não encarando esse trecho final.

Outro passeio famoso que tem perto de Banff é a caminhada pelo Johntson Canyon, 6km (ida e volta) com ganho de elevação de 250m. É um passeios bem turístico por dentro de um canyon passando por passarelas até chegar a 1a cachoeira, depois a trilha segue por mais 1km até a segunda queda da água. Para nós brasileiros que temos lindas quedas da água, esse passeio não é lá grandes coisas. Acho que o bacana mesmo é ir até a primeira queda e depois voltar.

De carro, o passeio mais bacana é andar pela rodovia 1A que corta paralela a autopista 1 por dentro do Bow Valley. A dica é fazer o trecho no final do dia, ou no início da manhã, para ver os animais em seu habitat natural. Se quiser ver um urso, ali é o lugar! Só precisa ficar atento aos horários de fechamento da pista (fechado das 20h até as 8h na primavera) e andar devagar para não atropelar nenhum bicho.

Entre os passeios “para turista ver”, o mais famoso é a gôndola do Sulphur Mountain. É um passeio caro para subir uma montanha sem derramar uma gota de suor e ter uma vista privilegiada da região. Caso ache muito caro, tem a opção de subir caminhando a montanha.

Um excelente programa pós longas caminhadas é dar uma passada no Upper Hot Spring para relaxar na piscina térmica. Paga-se $6,00 e fica até os dedos ficarem enrugados nas águas termais que estão a 40 graus de temperatura.

Tanto para a gôndola quanto para a piscina, a manha é chegar tarde da noite, depois das 19h, para fugir da muvuca

Lake Louise

Na área do Lake Loiuse há dois passeios obrigatórios. O próprio lago Louise e o lago Moraina. O primeiro fica a apenas 6km da vila de Lake Loiuse e o segundo a 11km. Mais uma vez, a manha é chegar cedo ou tarde para fugir da crowd. No Moraina lake chegamos por volta das 7h da manhã e encontramos uma meia dúzia de gatos pingados. No Lake Loiuse chegamos por volta das 21h e mais uma vez não encontramos muita gente, sem contar que no final do dia a luz fica mais bonita e sem vento, deixando o lago espelhado.

Em Lake Loiuse há outro passeio clássico que é a caminhada pelo vale até a casa de chá (Plain of Six Glaciers). É uma caminhada de 12km (ida e volta) com ganho de terreno de 200m. Como é uma caminhada clássica o ideal é fazer no final do dia quando há menos gente. Nós começamos a caminhada às 17h e retornamos às 21h30.

Para a geologada e aficionados em paleontologia, o passeio imperdível é conhecer o Burgess Shale. Vale lembrar que esse passeio é um dos únicos que é guiado e precisa, além de desembolsar $50,00, reservar com antecedência pelo site do parque (Yoho National Park).

O parque oferece dois afloramentos para visitação. Um afloramento que fica a 11km de caminhada (Monte Wapta) e outro a 7km (Monte Stephen). Nós optamos pelo de 7km (somente a ida). Esse passeio dura umas 7h e é acompanhado por um guia do parque que vai explicando a geologia e a biologia da área. Pela importância geológica desse afloramento, não é permitido visitar o afloramento desacompanhado. Inclusive há câmeras escondidas ao longo da trilha para monitorar intrusos!

Já na Icefields Parkway, a principal atração é o Peyto Lake, um lago azul turquesa de origem glaciar. Não preciso nem dizer que o local é super frequentado pelos turistas que chegam de ônibus! Mas a dica aqui é não ver o lago do mirante, mas sim do meio da trilha que leva ao cume do Bow Summit. Essa trilha não é sinalizada e só aparece nos guias de caminhada, mas é bem intuitivo. Por esse motivo, o local é pouco frequentado e o visual é melhor do que da passarela.

Outra atração, além da própria Icefields Parkway, é o glaciar Athabasca que fica colado na estrada. O programa turístico é dar um rolé nos caminhões que andam sobre a geleira. Mas se você não quiser desembolsar $60,00 para ter a experiência de beber água de geleira, pode se contentar com uma caminhada de 1km até a frente da geleira que sai de graça. Ok, se você conhece o Perito Moreno na Argentina, esse glaciar não está com nada. Mas vale a visita pela facilidade.

Agora, se você quiser ver uma geleira irada, tem que fazer a caminhada do Parker Ridge para ver a geleira Saskatchewan. Essa trilha tem uns 6km, ida e volta, e vai até o alto da crista de uma montanha para ter um visual incrível do glaciar. O começo da trilha fica a alguns quilômetros antes do glaciar Athabasca. Não é difícil saber onde fica pelos carros que sempre ficam estacionados no inicio da trilha. Mais uma vez, a manha é pegar a trilha no final do dia para fugir da muvuca.

Um passeio diferente que fizemos foi um trekking de 2 dias até o Glacier Lake. Uma caminhada de 14km (ida e volta) com ganho de desnível de 200m. É uma caminhada agradável, mas em constante aclive, principalmente durante a ida. Com uma mochila mais pesada, a caminhada fica um pouco cansativa. O glaciar não é lá tudo isso, mas vale mais pela caminhada e por poder acampar numa área isolada. Para fazer esse trekking é necessário fazer uma reserva prévia, pela internet ou no centro de informações e pagar uma taxa, uma vez que a quantidade de pessoas no acampamento é controlada.

Além dessas atrações há inúmeras outras trilhas e mirantes ao longo de todo o parque, mas essas que eu citei foram as que visitamos por serem as mais interessantes para nós e por estarem abertas durante o início da temporada.

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  • Bow Valley.
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