Minas do Camaquã é um lugar fascinante com uma história singular. Em 1865, um morador local chamado João Dias dos Santos Rosa encontrou uma rocha de coloração azulada na região e levou a amostra a uma comitiva de Dom Pedro II que passava por Caçapava do Sul. O fragmento foi encaminhado a engenheiros ingleses que já exploravam ouro em Lavras do Sul, os quais constataram que se tratava de cobre. Diante disso, os ingleses arrendaram as terras e deram início à exploração do minério na região. O auge da atividade ocorreu entre as décadas de 1960 e 1970, quando o magnata Francisco “Baby” Pignatari comprou os direitos e consolidou a Companhia Brasileira de Cobre (CBC) na área. Durante essa fase áurea, Minas do Camaquã chegou a ter aproximadamente 6 mil habitantes (em contraste com os cerca de 400 moradores atuais) e contava com agência bancária, engenho, correios, cinema e até uma usina hidrelétrica própria. Em meados da década de 1970, os negócios de Pignatari entraram em crise e a mina foi estatizada, mantendo-se operacional até o início dos anos 80, quando passou para o controle de uma cooperativa de trabalhadores que explorou o local até o seu esgotamento definitivo, em 1996. Após um período de estagnação, a região começou a atrair montanhistas por volta do ano 2000 em busca de novas paredes rochosas, dando início ao desenvolvimento do esporte. Atualmente, a localidade consolida-se como um polo turístico em expansão que aproveita seu patrimônio histórico-cultural e suas belezas naturais para atrair visitantes.