Behne

Mapa

Como chegar

Da capital gaúcha, Porto Alegre, são aproximadamente 1h20 de viagem de carro pela BR-116 em direção à Serra Gaúcha. Saindo de Porto Alegre, tome a BR-116 passando por Novo Hamburgo e Ivoti. Na altura do quilômetro 226 da rodovia federal, pegue o trevo de acesso à Colônia Japonesa. A partir desse ponto, basta acompanhar as placas indicativas que levam ao Camping do Behne por mais 3,5 km de distância.

Aproximação

Uma vez nas dependências do camping, a trilha de aproximação que dá acesso às vias de escalada começa logo ao lado de uma placa informativa instalada perto da portaria principal. Subindo por essa trilha na mata, o primeiro ponto de escalada que aparecerá à sua direita é o Setor 1; os demais locais estão distribuídos para o lado esquerdo, bastando continuar caminhando pela trilha por cerca de 20 metros para alcançar o Setor 2 e o Setor 3, respectivamente.

História

O Campo-Escola Behne foi “descoberto” em abril de 1995, quando um grupo de escaladores locais (Naoki Arima, Daiti Hamanaka, Leandro Feiten…) resolveu realizar mais um rolê pela região conhecida como o Buraco do Diabo, em Ivoti. Esse mesmo grupo já vinha desbravando as encostas íngremes desse vale à procura de rochas para escalada e rapel há algum tempo. No entanto, havia uma área que nunca tinha sido explorada por ficar bem em frente à casa do proprietário de toda a região, o Sr. Behne. Como tínhamos receio do Sr. Behne — por sempre entrarmos em suas terras sem permissão —, nunca nos atrevemos a passar diante de sua casa. Até porque lá sempre havia cães bravos. Nesse dia, o grupo foi até uma cachoeira que fica logo adiante da propriedade do Sr. Behne para fazer um rapel. Na volta, resolveu retornar costeando a pedra. Para a nossa surpresa, acabamos chegando onde fica atualmente o Setor 3. Logo de cara, sabíamos que tínhamos encontrado o pote de ouro, pois o potencial do local era evidente. A primeira via que abrimos no local foi a Contraproposta (pelo menos parte dela), em top rope. Depois, abrimos a Negativa Dupla (6º), Pig (6º), Mouse (6º), Biton (6º) e assim por diante. Nos primeiros anos, nós não tínhamos grampos, então todas as vias foram abertas em top rope, usando sempre ancoragens naturais. Era comum o nosso dia de escalada começar com uma caminhadinha até o topo das paredes para montar as bases superiores. Assim, a pedra ficava “equipada” com diversos top ropes à disposição da galera. Uma das contribuições mais importantes para o desenvolvimento do Behne foi a visita dos escaladores Cristian Maciel e Nativo, que abriram as vias Escraquinha (7c, na época) e Ilusão Fatal (7b), igualmente em top rope. Essas linhas foram, durante muito tempo, a menina dos olhos dos frequentadores por se tratarem de vias bem duras. O uso de proteções fixas começou somente quando conhecemos o escalador Jonas Schilling, em meados de 1996. Nesse mesmo ano, organizamos um curso de escalada para os Desbravadores. Para preparar o local, abrimos algumas vias fáceis para servir de via-escola (Day Light — primeira parte, Epilepsia — primeira parte, e Monoton — primeira parte), e foi nessa ocasião que começamos a bater os primeiros grampos. A partir daí, o uso de grampos e chapeletas se tornou comum e, gradualmente, fomos equipando as vias já abertas. Em 2002, o Campo-Escola recebeu a primeira grande manutenção, com a troca de todos os grampos por chapeletas em um grande mutirão organizado pela AGM (Associação Gaúcha de Montanhismo). Vale registrar que esse foi um trabalho inédito e pioneiro no estado (e até no Brasil). Dez anos depois, em 2012, foi realizado outro mutirão de manutenção das vias do Behne, no qual as antigas chapeletas foram substituídas por chapeletas de inox fixadas com cola química. Atualmente, o CE Behne é a principal porta de entrada para quem está começando no esporte. Pelo fato de se encontrar a apenas 1 hora da capital, o local é bastante frequentado nos finais de semana. Comparando com o que já foi o Behne há 20 anos, dá para ver que muita coisa mudou. O fato que mais chama a atenção, e preocupa, é o grande fluxo de escaladores na pedra e seus impactos negativos. Atualmente, as trilhas estão bem mais abertas e as bases das vias, muito mais desmatadas; em diversas linhas, a rocha encontra-se bastante erodida pelo uso excessivo (como ocorre na via Mouse). Esperamos que a nova geração e os frequentadores saibam conviver em harmonia com a natureza e usufruir do meio tentando minimizar ao máximo os impactos, garantindo uma vida longa ao nosso querido Behne.

Lista das vias

(56 vias)

Possui croqui (tradicional)

Açoitando Jordi

Setor: Setor 3

7c

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, E. Tondo, G. Zavaschi, L. Zavaschi, N. Arima

1997.

Aerofobia

Setor: Setor 2

V

- 1 enfiada(s)

Charles, D. Hamanaka, J. Schilling, L. Feiten, N. Arima

1995.

Aqua Fresca

Setor: Setor 1

8b

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, N. Arima

1997.

Aracnofobia (2)

Setor: Setor 2

V SUP

1995.

Biton

Setor: Setor 3

7b

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, L. Feiten, N. Arima

1995.

Bonsai-kan

Setor: Setor 2

VI

cia, S. Zanotti
Buquê de Rosas

Setor: Setor 2

V SUP

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1995.

Caçador de Ilusão

Setor: Setor 1

9b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1998.

Contagem regressiva

Setor: Setor 1

8a

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1997.

Contra proposta

Setor: Setor 1

VI

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, L. Feiten, N. Arima

1996.

Coquetel de Força

Setor: Setor 3

9b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1998.

Coquetel de Simba

Setor: Setor 3

9c

- 1 enfiada(s)

N. Arima

2007.

Coquetel de Vampiro

Setor: Setor 3

8b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1999.

Das Rosas

Setor: Setor 2

V

- 1 enfiada(s)

J. Schilling, N. Arima

1995.

Day Light

Setor: Setor 1

7c

- 1 enfiada(s)

Charles, J. Schilling, N. Arima

1997.

Desbravadores

Setor: Setor 1

VI SUP

- 1 enfiada(s)

Charles, D. Hamanaka, L. Feiten, N. Arima

1998.

Desconhecida 42

Setor: Setor 1

7a

L. Feiten
Desconhecida 43

Setor: Setor 1

L. Feiten
Domínio do Homem

Setor: Setor 2

7b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1996.

Doritos vermelhos

Setor: Setor 2

V

- 1 enfiada(s)

L. Feiten, N. Arima
Efeito retardado

Setor: Setor 3

VI

- 1 enfiada(s)

N. Arima

2006.

Epilepsia

Setor: Setor 1

7a

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1998.

Epitáfio

Setor: Setor 2

VI

Érico, R. Rutz
Escada Rolante

Setor: Setor 2

V SUP

- 1 enfiada(s)

J. Schilling, Kuhn, Morisso, N. Arima

2012.

Escadaria para o céu

Setor: Setor 2

VI

- 1 enfiada(s)

J. Schilling, N. Arima
Escraquinha

Setor: Setor 3

8c

- 1 enfiada(s)

C. Backes, C. Maciel, D. Hamanaka, N. Arima

1995.

Escuela de Arruelas

Setor: Setor 3

VI

E. Tondo, H. Cony

2019.

Gênio do Arame

Setor: Setor 3

V SUP

E. Tondo, H. Cony

2018.

Grito do Vampiro

Setor: Setor 3

7a

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, J. Schilling, N. Arima

1996.

Hello Dolly

Setor: Setor 1

7c

D. Hamanaka, J. Schilling
Hidromania

Setor: Setor 1

8b

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, N. Arima

1997.

Ilusão Fatal

Setor: Setor 3

7b

- 1 enfiada(s)

C. Backes, C. Maciel, D. Hamanaka, N. Arima

1995.

Jogos Patrióticos

Setor: Setor 1

7b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1998.

Maldito chuchu

Setor: Setor 2

VI

Mamãe Pássaro

Setor: Setor 2

7c

- 1 enfiada(s)

B. Tondo, Demétrio, E. Tondo

2025.

Máquina do Futuro

Setor: Setor 3

8b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1996.

Melzinho Rastafari

Setor: Setor 1

7c

- 1 enfiada(s)

A. Nery, N. Arima
Meu amigo bacon

Setor: Setor 1

8b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

2001.

Meu amigo Chacha

Setor: Setor 1

7c

H. Cony
Monoton II

Setor: Setor 1

7b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1998.

Mouse

Setor: Setor 3

VI

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, N. Arima

1995.

Navalha na Carne

Setor: Setor 1

7b

- 1 enfiada(s)

N. Arima

1998.

O mal necessário

Setor: Setor 2

VI SUP

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, L. Feiten, N. Arima

1995.

O Reino de Simba

Setor: Setor 3

8b

- 1 enfiada(s)

E. Tondo, N. Arima

2006.

Pig

Setor: Setor 1

V SUP

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, L. Feiten, N. Arima

1995.

Proposta indecente

Setor: Setor 1

8b

- 1 enfiada(s)

D. Hamanaka, J. Schilling, N. Arima

1996.

Proposta indecente extension

Setor: Setor 1

8c

Se gritar adiantasse porco não morreria

Setor: Setor 2

VI

- 1 enfiada(s)

N. Arima

2006.

Se meus pés falassem (1)

Setor: Setor 2

8a

M. Machado, M. Oliveira, T. Melo

2004.

Sempre levar facão para o mato

Setor: Setor 3

7b

Hugo

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