Na semana passada, anunciei neste post o lançamento da Croquiteca 3.0 do Espírito Santo. E, conforme prometido, “finalizei” agora a Croquiteca 3.0 do Rio Grande do Sul. Confesso que, para montar a versão gaúcha, precisei recorrer menos à Inteligência Artificial (IA) para aprender a estruturar o projeto. Por outro lado, enfrentei o desafio de trabalhar com um banco de dados 2,5 vezes maior do que o do Espírito Santo. Para complicar ainda mais, o banco de dados das vias do Rio Grande do Sul possui muitas lacunas.
Só para trazer alguns números, há no Rio Grande do Sul 117 sítios de escalada (algumas áreas, como Caçapava do Sul, foram desmembradas) e 2.560 vias cadastradas. Estimo que existam de 5% a 10% mais vias do que as listadas nesse catálogo inicial, mas este é o primeiro passo.
Desses 117 sítios, apenas 35 áreas contam com algum tipo de croqui disponível (elaborado por mim), ou seja, ainda estamos muito aquém do desejado. Só para ter uma ideia, no Espírito Santo há 256 sítios, e 147 deles possuem croqui disponível.
O levantamento de mais de 2.500 vias foi construído a muitas mãos, em um projeto que começou no ano passado. Há uma postagem aqui em que falo sobre isso. O produto final apresentado agora é apenas a consolidação desses dados em um formato mais palpável, mas ainda longe do ideal.
Atualmente, além deste site, as informações sobre as áreas de escalada estão disponíveis no projeto Croquiteca Gaúcha, nos sites da Associação Caxiense de Montanhismo (ACM), do Leão Groppo e da Associação Gaúcha de Montanhismo (AGM) – fora do ar, além de diversos PDFs gerados por pessoas físicas — como os do Fábio Sato — e compartilhados em grupos de WhatsApp.
Por fim, preciso fazer um disclaimer: parte desses dados foi levantada utilizando Inteligência Artificial (IA), logo, o material poderá conter (e conterá) erros. Algumas informações são cópias de cópias cujas fontes não foram checadas. Por isso, a única certeza que tenho é que existem incorreções nesses números e informações.
A partir de agora, a consulta ao banco de dados pode ser realizada de três formas:
- Utilizando o mapa: o método clássico (espero, em breve, incorporar alguns filtros de busca nesta parte);
- Busca por Pico de Escalada: ideal para localizar setores específicos de uma determinada região;
- E busca por Via: ideal para encontrar informações de uma linha específica, como uma via tradicional. Esta pesquisa permite filtrar as linhas por grau de dificuldade, ano da conquista ou, de forma ainda mais interessante, pelo nome do conquistador ou equipador.
Por fim, espero que usufruam dos dados e, se encontrarem alguma inconsistência, mandem um alô para mim!
Boas escaladas!


