Cachoeiro de Itapemirim

Frade e a Freira

Alt. 600m

Tradicional

Atualizado em: 25/02/2019

Distância

120km

Caminhada

10min.

Face

Sul

Livro de cume

Como chegar

De Vitória, tome a BR-101 em direção ao sul do estado. Após o pedágio de Rio Novo do Sul, siga por mais 3,2km. Aproximadamente 50m antes do acesso a cidade de Cachoeiro do Itapemirim pela estrada antiga, há um saída à direita com uma placa para “Chalé do Frade”. Siga por mais 3,8km pela estrada de terra em direção ao chalé. Aproximadamente 50m antes do chalé, há uma saída à esquerda, sinalizada, indicando “Frade e a Freira. Tome à direita e suba até o ponto mais alto onde a estrada acaba numa pequena clareira. A trilha começa à direita e está devidamente sinalizada. A trilha leva diretamente à crista sudoeste do Frade, onde começa a escalaminhada em direção ao cume do mesmo.

Mapa

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Chaminé Amâncio Silva

4o, V, D2, E2, 125m

Data da conquista

06/06/1948

Conquistarores

Silvio Mendes e CIA

Equipos

2 cordas de 60m; 10-20 costuras; Fitas; Estribo; Ascensor; Clif de buraco; Facão.

Essa foi a segunda via ser conquistada no Espírito Santo, a primeira foi no Pico do Itabira em Cachoeiro de Itapemirim. A conquista original da Freira transcorreu pela face oeste até o colo da montanha e depois pelo sistema de chaminés que leva ao cume. Vide figura.

Algumas repetições optaram em subir pelo Frade, descer via rapel até o colo e escalar a última sequência de chaminés até o cume. A maioria das repetições também optaram em subir pelo artificial (Var. Graciliano Ramos) para evitar a chaminé inicial  original do colo. 

Atualmente a via original encontra-se bastante descaracterizada pela adição de grampos intermediários, assim como furos de cliff para progressão.

Croqui da conquista.

Descrição das Enfiadas

1a enfiada – Variante – Essa enfiada não faz parte da linha original da via de 1948. A linha original transcorre pela chaminé mais óbvia que fica à esquerda dela. A enfiada começa com um pequeno trecho de escalada (IVo) até chegar no trecho mais vertical onde começa a longa seção de artificial de grampo sobre grampo. No início, há um lance com passada em piton lâmina que está bastante velho, mas ainda em boas condições. A enfiada tem aproximadamente 35m e mais de 20 grampos. Alternativamente, a enfiada pode ser dividida em 2 partes para melhor gerenciar o uso das expressas. Na seção final, a distância entre os grampos aumenta, sendo necessário o uso de um cliff de buraco ou passar o lance em livre usando a chaminé. A parada dupla fica no meio da chaminé.

2a enfiada – O lance segue pela chaminé em livre, mas alternativamente há a possibilidade de seguir em clif de buraco. Nesse trecho há 4 grampos, sendo apenas o 2o original de 1948. Após a chaminé, a via entra num trepa mato com muita terra solta e pouca vegetação. Vale lembrar que em 2010, o cume da Freira foi atingido por um raio dando início a um grande incêndio que queimou boa parte da vegetação ali existente. A parada dupla está no meio desse trecho de mato.

3a enfiada – A linha segue pela vegetação até encontrar uma grande árvore que escapou do incêndio. Alternativamente a P2 pode ser nessa árvore. Logo após a árvore, a via segue à direita até um platô confortável. Do platô, a via segue pelo costão onde há 2 grampos, antes de entrar novamente numa grota à esquerda. Nesse trecho de costão, boa parte da vegetação foi consumida e o solo removido pela chuva, tornando a escalada bem complicada. Provavelmente, as repetições anteriores não tiveram muito problema para passar esse trecho devido a vegetação existente, mas atualmente, há pouca vegetação e a rocha bastante desprovida de agarras. Após esse trecho de costão, a via entra novamente numa grota até ganhar um grande bloco. Ao final desse lance há a possibilidade de fazer uma parada natural para diminuir o atrito, ou seguir diretamente até o cume (70m) pelo costão (IIo). No cume há uma parada dupla bem na borda do cume.

Do cume é possível descer até a segunda parada natural com duas cordas de 60m. Caso esteja usando 2 cordas de 70m, é possível descer até a P2. Da P2 até a P1 é um rapel curto de 20m e doa P1 até a base mais 35m.

Do colo, há duas alternativas para descer a montanha. Pela face oeste, descendo pela linha original da via ou pela face leste. Para descer pela face leste, caminhe pelo colo entre a vegetação e o costão em direção ao Frade até não conseguir mais progredir. Neste ponto, há uma chapeleta simples de inox onde inicia o rapel. O rapel tem aproximadamente 50m e desce sempre em diagonal à esquerda até um platô onde há outra chapa simples. O próximo rapel tem 35m e desce reto até uma linha de vegetação onde sai caminhando pelo costão à esquerda em direção à mata. Na mata a caminhada segue sempre contornando a pedra, passando entre a pedra e um grande bloco de pedra bastante evidente até chegar no pasto. No pasto, basta seguir em direção a Pousada Chalé do Frade.

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Bloco do Frade

No cume do Frade, na “cereja do bolo”, há um pequeno setor esportivo com 3 projetos.