Dica de roteiro para escalar no Espírito Santo

Esse era um assunto que eu já queria ter escrito há muito tempo, mas sempre fiquei procrastinando. Recentemente em conversa com a Rê Leite, com quem escalei em Arenales em 2018, o assunto voltou à tona e agora resolvi “escrever de verdade”!

Antes de mais nada vamos às considerações: Primeiro, não existe roteiro ideal, o que apresento aqui é apenas umas sugestão. Tudo vai depender de tempo, motivação e custos. Combinado a isso, tem o gosto pessoal do autor que acaba pesando, mas essa parte tentarei me manter o mais neutro possível.

Também recomendo fortemente ter o livro Escalada Capixaba como material complementar, além das infos contidas na seção croquiteca, pois algumas vias mais novas não estão no livro. Outra fonte de informações bastante útil é a croquiteca da Associação Capixaba de Escalada.

Também partirei da premissa de que a pessoa que irá conhecer o Estado fará o roteiro de carro (comum) e que a porta de entrada será via rodovia pelo Rio de Janeiro. Quanto ao perfil do escalador, vou considerar um escalador médio, com experiência em vias tradicionais, capacitado a utilizar material móvel e que esteja em busca desse tipo de escalada. Secundariamente, com algum interesse nas esportivas e boulder. Também vou considerar que essas pessoas não sejam fãs de roubadas épicas ou longas escaladas em artificial, pois estão aqui para passar férias e aproveitar a vida. E não fazer uma imersão ao seu EU interior.

Sobre as graduações: se você é escalador carioca, ou escala no Rio e tem experiência naqueles granitos, adianto que a graduação daqui é mais soft. Daria para dizer um grau mais soft. Um V grau daqui, no Rio é graduado em IV! Se você vem de outra região sem tradição em escalada de agarrência vai estranhar o estilo local, assim como a distância entre as proteções. Nesses caso, recomendo pegar leve no começo para fazer a aclimatação. O tamanho das vias também poderá pegar alguns desprevenidos, mas fique sabendo que 300m de IV grau dá para fazer em menos de 1h se estiver razoavelmente aclimatado. Sobre o grau de exposição, o padrão local é E3, mas mais uma vez, tem muito E3 aqui que lá no Rio dão E2. E4 é coisa rara. Em geral, nos minimizamos esse risco com proteções intermediárias. E4 você encontrará mais em vias antigas que não receberam manutenção e que estão com as proteções comprometidas.

Um aspecto importante é quanto a melhor época para conhecer o Espírito Santo. Sem dúvida, o período prime é durante o inverno quando a temperatura é mais amena e chove menos. O verão é impraticável por causa do calor, principalmente na região norte e costura chover com força. Considere visitar o Estado entre os meses de Junho e Agosto que não irá passar muito calor.

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Outra peculiaridade do Estado é que, em 90% das escaladas, você estará sozinho na montanha. A nossa comunidade é muito pequena, por isso é muito comum ter uma montanha só para você no dia. Isso tem o lado bom e ruim. Então, considero estar totalmente auto-suficiente, sob todos os sentidos. Em geral, nas montanhas há sinal de celular com acesso à rede, mas em alguns locais mais isolados, você poderá ficar sem contato com o mundo exterior caso precise de ajuda. (Não é raro as pessoas me ligarem da montanha perguntando detalhes da via ou da aproximação porque estão perdidos).

Nesse sentido, recomendo demais estudar (e muito) as aproximações. Deixe bem claro na sua mente: a maioria das vias não têm muitas repetições e os acessos podem e vão estar mal definidos. Achar a trilha sempre será um crux, porque não tem trilha; Achar o início da via nunca será trivial, principalmente se o primeiro grampo estiver muito alto. É preciso ter informações detalhadas sobre o início, assim como ter bom faro para rastrear a linha da via. E por fim, leve um facão, será muito útil!

Outra questão muito importante que prezamos muito por aqui: o bom convívio com os moradores locais. É mandatório conversar com o proprietário para pedir autorização ao acessar uma montanha. 99% das montanhas estão em terras privadas. Além disso, deixar alguém avisado que você está na região é uma forma de segurança extra em caso de alguma eventualidade.

Sobre os dias necessários para fazer o roteiro, tudo vai depender de quais vias irão fazer e quais desvios tomarão. Mas como regra geral, recomendo sempre deixar uma via por dia. É praticamente impossível fazer duas vias por dia, pois as vias ficam distantes uma das outras, com excessão de Pancas. Outra questão importante é o tempo de deslocamento entre as cidades. As estradas do Espírito Santo são muito sinuosas e o roteiro sugerido passa, em alguns momentos, por estrada de terra. Considere 60km/h uma média bem razoável para fazer os cálculos.

Dito isso, vamos lá!

Sugestão de roteiro para conhecer o Espírito Santo.

Entrando no Espírito Santo pela BR-101, a primeira cadeia de montanhas que irá prender os olhos será a Serra das Torres, um conjunto de picos à esquerda da rodovia na altura da cidade de São José das Torres. O local possui algumas escaladas, todas tradicionais mas basicamente há uma via por montanha. Embora a paisagem seja de tirar o fôlego, as escaladas não são lá grandes coisas.

Amanhecer no cume do Pico do Farol (ES), região de Serra das Torres.

Neste ponto, também há a possibilidade de fazer um desvio e ir conhecer os “Três Pontões de Mimoso do Sul” (50km, 1h30). A montanha é linda, mas as escaladas que levam aos seus cumes são bem trabalhosas e pouco frequentadas.

Continuando pela BR-101, em Cachoeiro de Itapemirim há algumas opções interessantes, sendo o Pico do Itabira o mais famoso de todos. Esta montanha é o símbolo do montanhismo capixaba, pois em 1947, Silvio Mendes e companhia conquistaram a primeira via do Estado. Ainda hoje, chegar no seu cume requer um grande esforço, algo como um dia inteiro de escalada em chaminé. A via mais “frequentada”, é a Chaminé Cachoeiro.

Pico do Itabira, Cachoeiro de Itapemirim, ES.

Se não quiser encarar uma ralação pesada de um dia (ou dois), pode escolher uma das vias do Complexo de Itabira para começar os trabalhos no Estado, sempre com vista para o Itabira ao fundo. Segue as sugestões de vias.

Sugestões de vias em Cachoeiro de Itapemirim

NomeGraduaçãoMontanhaOBS
25 de Dezembro (3o, III SUP, E3, D1, 190m)Morro do TiãoEscalada tranquila, acesso fácil.
Via do Lagarto (5o, VI, A0, E3/E4, D2, 300m)Morro do LagartoAcesso fácil, escalada em proteção fixa.
Principal (5o, VI, E4, D3, 500m)Morro do LagartoEscalada longa, aproximação maior.
Chaminé Cachoeiro (5o, VI, E3, D4, 320m)Pico do ItabiraEscalada clássica em chaminé. Demanda um longo dia na montanha.

Nesta região, há possibilidade de fazer outro desvio para conhecer a Pedra da Frade e a Freira, outra formação rochosa símbolo do Estado. O acesso ao cume do Frade é bem tranquilo, um extenso costão leva a “cereja do bolo” que é vencida por uma ferrata. Os escaladores locais gostam bastante de fazer um bivaque no cume. Já o cume da Freira não é tão fácil de chegar por envolver certa logística e exigir uma escalada mais trabalhosa em chaminé.

Dicas para escalar as vias tradicionais do Espírito Santo: Em geral, as vias listadas neste roteiro são vias longas (>300m) que exigem pelo menos meio turno na montanha com aproximações curtas e descidas fáceis. Na maioria dos casos, o segredo para o sucesso das escaladas está em três elementos básicos: (1) estude a aproximação, tanto de carro, quanto caminhando, pois em geral os acessos não são sinalizados e as trilhas pouco evidentes. Muitos escaladores de fora, não conseguem nem chegar na base das vias por desprezarem esse detalhe importante e precisam dar meia volta antes mesmo de iniciar a escalada. Caso tenha dificuldade, reserve o dia anterior para estudar a aproximação. (2) escale leve! Às vezes, a extensão das vias pode assustar os mais desavisados e acabar levando mais equipamento do que o necessário. Lembre-se de que, quanto mais pesado, mais demorado será a escalada. Uma estratégia que adoto com frequência é fazer a aproximação equipado e levando apenas uma mochila de ataque (<20L) carregando algum itens como água, lanche, anorak e lanterna. (3) escale rápido! Outra característica das vias do Espírito Santo é que elas permitem progredir rapidamente. Por exemplo, a via Normal da Pedra Azul tem mais de 300m de escalada, mas é possível subir em 30 minutos. Há relatos de cordadas que fizeram via Expresso Lunar (700m) em 2h de escalada. Além disso, se começar cedo a escalada e terminar cedo, você irá se cansar menos com o calor, mesmo no inverno, e consequentemente precisará levar menos água. Considere aprender a escalar em simultâneo para ganhar tempo. E uma dica final é em vez de revezar as enfiadas, escale em blocos, onde um guia de 3 a 4 enfiadas na sequência para só então o outro assumir a ponta.

Frade e a Freira ao amanhecer.

Nessa região, caso tenha interesse em gastar uns dias em vias esportivas, as paredes de Prosperidade e do Tonho em Vargem Alta são uma opção para um dia mais light. Caso contrário, sugiro que siga em direção à região de Estrela do Norte, em Castelo.

Joyce na via “Piu da Coruja” (7a), Parede do Tonho.

A região de Estrela do Norte compreende um grande vale com muralhas de granito negro nos dois lados, e é casa da Pedra do Fio, outra formação icônica do montanhismo capixaba. Ao longo do vale, há várias escaladas tradicionais bem tranquilas e outras nem tanto para aproveitar um pouco a região. Dentre elas, recomendo a via “Planeta Vermelho” por ser uma escalada agradável e bem bonita. Se você estiver mais em forma, recomendo a via “Bicuda Bitela”, a maior em livre do Estado.

Visão panorâmica da região de Estrela do Norte com destaque para Pedra do Fio.

Dali, a sugestão é seguir para região norte de Castelo, passando pela cidade até a localidade de Apeninos, onde há várias vias esportivas caso seja do interesse.  Outro local estratégico para descansar é o Lazer Furlan em Pedregulho, que também tem escalada nos blocos da região. Lembrando que o local encontra-se fechado neste momento em virtude da pandemia. Essa região é bem montanhosa com várias muralhas de granito. Dentre as inúmeras opções de escalada, recomendo a normal da Pedra Pontuda. Mais uma escalada bem tranquila num ambiente de montanha com uma bela visão da região.

Vale da Prata na região norte de Castelo.

Outra opção bem legal é subir ao cume do Pico do Forno Grande, segundo ponto mais alto do Estado depois do Pico da Bandeira. O acesso ao cume foi liberado recentemente pelo parque e a subida contempla trechos de caminhada, escalaminhada e escalada, sendo o uso de material de segurança obrigatório.

Amanhecer no cume do Forno Grande (2039m), ao fundo, a Pedra Azul.

Saindo de Castelo, a melhor opção é seguir em direção à Pedra Azul. A região de Pedra Azul é uma área turística formada por hotéis e restaurantes de luxo. Uma excelente opção para comer bem e dormir com mais conforto. E de quebra ainda subir a Pedra Azul pela única via que leva ao cume.

Pedra Azul ao entardecer.

Onde ficar em Pedra Azul: A opção mais econômica é o Ecoparque Pedra Azul que fica aos pés da Pedra Azul. A área oferece uma ampla área de camping com toda infraestrutura necessária, além de ter uma das melhores vista do Pico do Forno Grande. Se estiver procurando uma opção de luxo, a pousada mais famosa é o Rabo do Lagarto que fica ali perto e oferece banho de ofurô com vista para pedra.

Onde comer em Pedra Azul: Ao longo da Rota do Lagarto há diversas opções gastronômicas a preços bem variados, mas em geral mais alto do que a média. Dentre os restaurantes tradicionais está o Alecrim, no final da Rota do Lagarto; ou o Restaurante Don Due que fica em frente a Pedra Azul; ou ainda a Toca do Lagarto que oferece boa pizza e cerveja artesanal. Agora, se estiver procurando algo mais em conta e menos pomposo, o Empório Dei Nonni é a melhor escolha (sempre passo lá). Sim, lá também tem vista para Pedra Azul!

Embora não seja o foco do roteiro, outro passeio interessante é a subida (caminhada) do Pico da Bandeira, o ponto culminante do Espírito Santo e 3a maior montanha do Brasil. Caso tenha, interesse, neste link há diversas informações. Da região de Pedra Azul até a portaria do parque pelo lado mineiro são aproximadamente 130km (3h).

Ali perto, em Venda Nova do Imigrante, fica a Parede de Uliana (12km), uma área esportiva com várias vias de diversos estilos. Uma ótima opção para um dia de descanso ou caso a escalada da Pedra Azul dê errado por causa da chuva (a depender das condições, o parque fecha o acesso, mesmo sem chuva).

Escalando em Uliana. Foto: Caio Afeto.

Dali, siga subindo o Estado até a cidade de Afonso Cláudio, onde fica a famosa Pedra dos Três Pontões. A melhor base para ficar na região é no Cantinho dos Três Pontões, do Itamar, que fica aos pés da pedra. Nos Três Pontões, a opção mais famosa é a escalada do Dedinho, pela via “Inferno na Torre” que está entre as 50 vias clássicas do Brasil. Caso esteja buscando algo mais simples, a via “Freira de Biquini” na Pedra da Broa é outra opção bastante procurada. Na região, ainda há escaladas bem interessantes na Pedra do Empoçado e Pedra do Tubarão. Caso esteja buscando algo maior, ainda há a via “O tempo e o Vento” na Pedra da Lajinha com 1100m de extensão, considerada a maior via do Estado.

Entardecer nos Três Pontões de Afonso Cláudio.

Seguindo a viagem, a próxima parada obrigatória é nos Cinco Pontões. Lá, a melhor base é no Recanto dos Cinco Pontões. A maioria das vias que levam aos Pontões demanda logística e algumas vias têm proteções bem antigas. Recomendo dar uma estudada antes de se aventurar. Para um programa básico, recomendo subir o Pontão Maior pela ferrata (use corda), descer até a cangalha e subir o Pontão Gêmeo. Se tiver disposição, vale a pena descer até o 17 de Julho para fazer a via da conquista, ou a via K-olho.

O meu amigo Caio “Afeto” (@caioafeto2) é um dos maiores conhecedores do local e atualmente oferece serviço de guia nesta região. Caso tenha interesse, acesso o IG dele para obter maiores informações.

Cinco Pontões, Itaguaçu.

O município de Itaguaçu, onde fica os Cinco Pontões (na verdade fica na divisa entre Laranja da Terra e Itaguaçu) possui outras áreas de escalada tradicional, como a própria Pedra do Barro Preto, pedra símbolo da cidade, a Pedra Paulista, ou as escaladas na região de Itaimbé (Pontal de Santa Joana, Pedra do Holandês).

Já o município ao lado, em Itarana, também possui diversas escaladas interessantes, principalmente na região de Praça Oito, com destaque para Parede dos Sonhos. Em Itarana, a melhor opção para pernoite é no Pesque Pague Praça Oito do Aristeu que já está acostumado com os escaladores.

As montanhas de Itarana.

Recomendação de via em Itarana

ViaGrauPedraOBS
Eu sou a lenda5o, V, D1, E3, 175mPedra do LimoeiroEscalada mista.
Ascendência Térmica4o, V, D1, E2, 320mRampa José BridTermina na Rampa de Voo. Se chegar cedo, pega o bar aberto!
Par ou Ímpar3o, IV SUP, E2, D1, 295mPedra da Praça OitoAcesso pelo Peque Pague, escalada agradável.
Volta por cima3o, IV, D2, E3, 230mPedra da OnçaExcelente opção para subir a Pedra da Onça escalando. Via mista.

De Itarana, o caminho mais natural é seguir direto até a região mais famoso do Estado, Pancas (120km)! Reserve alguns dias para explorar a região e use como base o Camping Cantinho do Céu do Fabinho. Dali é possível sair para escalar as pedras em volta sem necessariamente pegar o carro. Pancas tem uma grande quantidade de escalada, mas em geral, possuem pouca variedade de estilo. De inicio as pessoas estranham um pouco os esticões, mas depois de uma ou duas vias, já pegam o jeito. 

Rampa de voo de Pancas.

Recomendação de via em Pancas

ViaGrauPedraOBS
Face Oculta3o, IV, D1, E3, 300mPedra da CaraEscalada tranquila. Bom para pegar um por-do-sol.
Paranauê5o, VI, E3, D1, 335mPedra do CameloBom lugar para começar a se acostumar com o estilo local.
Casa da Mãe Joana5o, VI, E3, D2, 330mPedra do JacaréAproximação fácil, boa escalada matutina.
Var. Fissura das Deusas4o, V, E3, D1, 240mPedra do TubarãoEscalada em móvel!

Caso curta o estilo de escalada de Pancas, outra opção é seguir para nordeste, seguindo a cadeia de montanha, rumo à região de Águia Branca, onde há mais vias tradicionais neste estilo, com destaque para via “Expresso Lunar” com 700m de extensão que é bastante frequentada.

Onde ficar em Águia Branca: A região de Águia Branca não oferece um local com mesma estrutura encontrada em Pancas. A melhor opção é ficar num dos dois hotéis (Hotel Universal e Hotel Águia Branca) que ficam no centro da cidade. A hospedagem é bem simples e barata, mas oferece o básico para um pernoite.

Três Pontões de Águia Branca, ES.

A partir dali, as escaladas no Estado ficam mais esparsas e pouco exploradas. Há algumas montanhas icônicas para o Norte, mas também existe a possibilidade de conquistar novas linhas ou até mesmo montanhas virgens. Caso tenha interesse em conquistar uma nova via no Estado, sugiro que leia este post.

A partir deste ponto, caso não esteja subido para Bahia, a opção é voltar em direção a capital Vitória (5h) com uma parada em Calogi para conhecer o principal point de escalada esportiva do Estado. O local conta com mais de 60 vias de IV a 10a. Não é permitido acampar no local.

Fernanda trabalhando o crux da via Expresso da Meia Noite (8a), Calogi.

Se durante a passagem pela capital pegar uma chuva e quiser “gastar” (gíria local), tem a Sede da ACE e o Boulder Vix em Vila Velha para uma “sessão no plástico” e de quebra conhecer os “locais”.

Já na cidade vizinha, em Vila Velha, fica o Morro do Moreno, famoso cartão-postal da escalada capixaba que sempre rende belas fotos de escalada urbana. O local também foi o berço da escalada esportiva no Espírito Santo durante a década de noventa. Um excelente programa de final de dia é subir ao cume caminhando para pegar um por do sol.

Yasmin na via “As aparências enganam” (7a), Setor da Barriga, Morro do Moreno, Vila Velha – ES.

Seguindo a viagem pelo litoral em direção ao final do roteiro, a próxima parada obrigatória é na região de Guarapari, famosa pelas belas praias, mas que também contempla algumas áreas de escalada interessantes. Caso esteja buscando mais vias tradicionais, a Lage das Pedras é uma boa opção por contemplar várias vias no mesmo local. Se estiver buscando esportivas, a Parede de Amarelos e Elefante são as melhores escolhas. Agora, se estiver cansando de tudo isso e quiser pegar uma praia sem abrir mão de escalada, na Praia dos Padres você encontrará água salgada e boulders.

Praia dos Padres, Meaípe, ES – Brasil.

Abaixo, segue um mapa com todas as áreas de escalada do Estado, caso queira incrementar o roteiro!

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Espero que esta postagem tenha sido útil para você que está planejando passar uns dias por aqui. Ou para quem nem sabia das escaladas no ES a agora está motivado para planejar uma vinda para cá. Caso tenha mais alguma dúvida, entre em contato ou deixe uma mensagem nos comentários!

Comentários

9 respostas em “Dica de roteiro para escalar no Espírito Santo”

Sensacional Japa, leitura obrigatória para quem quiser escalar no Espírito Santo, obrigado por compartilhar isso com todos nós!!!

Mais uma excelente postagem!!! Fizemos esse roteiro em 2017 (porém foi um mês de pesquisas kkkk). E sim, ligamos para o Naoki no meio de uma via em Cachoeiro do Itapemirim! hahahaha Espero voltar em breve, ES é incrível!!!

Pedra Azul em 30 minutos da para ser feito mesmo! Mandamos á francesa , panturrilha doeu !

O mundo é muito pequeno mesmo. Qdo escrevi sobre ligar, pensei exatamente nesse fato. Volte mais vezes! Um abraço

Olá Rafael, obrigado pelo feedback! Um abraço!

Obrigado vc que ajuda a criar conteúdo! Eh noix!

Que post bacana, Naoki! Eu sou do interior de Castelo, nasci no meio das montanhas. Inclusive, a casa dos meus pais tem vista pras montanhas que estão ao fundo da foto da capa deste post. Super admiro a escalada, mas só fui ter contato há poucos anos em São Carlos, através do Cume (https://www.cume.org/), na UFSCar. Além disso adoro geologia, sou geotécnica. Saudações rochosas! Um abraço

Nossa Ju, que vista privilegiada vcs tem! Eu adoro Castelo. É um pequeno paraíso escondido. Q legal q vc entrou nesse mundo. Vai curtir as escaladas do ES. Então somos colega de profissão! Q legal!

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