Pedra Riscada

São Jose do Divino

  • Face norte da Pedra Riscada à esquerda e o "Filhote" à direita.

Atualizado em: 24/07/2019

Distância

480km

Caminhada

30min.

Altitude

1425m

COMO CHEGAR

A Pedra Riscada está localizada no interior da cidade de São José do Divino (MG), distante a aproximadamente 17km. Da cidade até a pedra, há várias placas de sinalização indicando o caminho, uma vez que a mesma é considerada a principal atração da localidade.

Para chegar na base da via Moonwalker, siga as placas que levam a face sul da pedra.

Veja no mapa o local exato onde fica o estacionamento, ele está localizado no primeiro galpão de teto branco. Para solicitar passagem dirija se à casa vermelha que fica um pouco antes.

Do galpão até a base da via, siga caminhando, passando pelo galpão para subir a primeira elevação e depois siga caminhando pela crista do morro em direção à pedra. Na entrada da mata que fica na base da via, procure por totens de pedra no rampão que leva direto até a base da via. A base da via fica exatamente aos pés da grande chaminé que pode ser vista de longe.

Mapa

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Série Histórica de Temperatura Mensal (S. J. Divino)

Melhor época

A melhor época para escalar na região é durante o inverno, quando chove menos e a temperatura é mais amena. Vale lembrar que durante o inverno costuma ventar bastante nas partes mais altas. Levar anorak!

  • Zé Marcio na via Moonwalker.

Estratégia

Há duas estratégias para escalar a via: Escalar a via em 2 dias com um bivaque na P12 ou escalar em apenas 1 dia totalizando aproximadamente 10-16h entre escalada e descida.

NOTA: Em maio de 2017 uma dupla de escaladores do Paraná repetiram a via à francesa em 5h de escalada mais 2h para descida.

A primeira estratégia é a mais recomendada para cordadas que não estejam acostumadas a escalar vias longas. O inconveniente desse estratégia é ter que levar mais água, material para bivaque e comida.

O platô da P12 é na verdade um grande mato onde comporta muitas pessoas. Há espaço tanto para rede quanto para isolante. É importante lembrar que esse local fica num lugar alto é exposto ao vento e comumente faz muito frio à noite.

A segunda opção é a mais prática para uma equipe mais rápida. Iniciando a escalada cedo da manhã é possível chegar no cume ainda de dia e terminar os últimos rapeis à noite.

Em ambos os casos, é altamente recomendado levar roupa para o frio, mesmo que esteja fazendo calor na base, pois na parte alta, o clima costuma mudar bastante.

Equipo

  • 2 cordas de 70m;
  • 10 costuras.

Início da via.

  • Pedra Riscada.

Bloco entalado, muito estranho e perigoso!

Primeiro bom lugar para dar uma descansada! Platô confortável.

Segundo bom lugar para dar uma descansada! Platô confortável. Também usado para bivaque.

A via começa na mesma saída da via Esmurgator que transcorre por uma grande chaminé muito evidente da face sudoeste. Inclusive essa chaminé serve de referência para achar a base da via. Os primeiros 20m podem ser feitos em solo por uma calha d´água até o platô que é o início da grande chaminé da Esmurgator (P0). No platô sair à direita em diagonal buscando uma oposição bem evidente. Depois a via segue para dentro de uma canaleta até a P1 que fica num pequeno platô.

A segunda enfiada segue por dentro da mesma canaleta até a P2 que também fica dentro da canaleta.

A terceira enfiada é a continuação da canaleta até a P3.

A quarta enfiada é uma repetição da enfiada anterior até um grande bloco entalado onde está a P4. Dá um medo… Até este ponto, a pedra é mais inclinada (vertical), mas bem protegida com bastante agarras.

  • Amaral guiando a 4a enfiada da via. Canaleta na canela!

A 5a enfiada começa à esquerda para logo em seguida entrar na canaleta da direita até a P5.

A 6a enfiada é por fora da canaleta, escalando na face por uma aresta abaulada até a P6.

A 7a enfiada segue pela face em agarrência até chegar num platô confortável. Bom lugar para dar uma pequena pausa.

A 8a enfiada começa na face e depois entra num segundo sistema de canaletas. A parada está no meio da canaleta.

A 9a enfiada segue por dentro desta canaleta. Ao contrário da canaleta inicial, essa canaleta é menos inclinada e o espaçamento das proteções maior.

  • Mais um pouco de canaleta. Nona enfiada.

A 10a enfiada segue pela canaleta até uma obstrução com vegetação, um pouco antes, há uma saída bem evidente à direita para sair da calha e seguir pela face até a P10.

A 11a enfiada segue pela face em agarrência até chegar na base do grande mato usado para o bivaque. A parada está no início da vegetação.

A 12a enfiada é por um costão fácil que pode ser vencido em solo. A enfiada não tem proteção fixa e a parada é natural em árvore no platô do bivaque.

Do platô, a via (13a enfiada) segue em leve diagonal à direita acompanhando a vegetação, depois segue reto para cima até a P13.

A 14a enfiada segue meio que acompanhando um veio de rocha que por vezes serve de agarra até a P14.

  • Éric no crux da 13a enfiada.
  • Zé na 14a enfiada. Lances longos em agarrência.

A 15a enfiada segue por uma aresta abaulada até a P15. Em alguns momentos não é possível ver a próxima proteção da proteção anterior.

A 16a enfiada é o crux da via. A via transcorre pela face por um trecho mais vertical, porém com bastante agarras. O grau oficial é 6o SUP, mas não deve passar de um 5o SUP.

A 17a enfiada começa mais inclinado e logo fica mais fácil até a parada, P17.

A 18a enfiada segue reto para cima por um rampão com apenas 2 proteções. Alternativamente há a possiblidade de sair pela direita seguindo uma linha de vegetação.

A 19a enfiada é a continuação do rampão até chegar na linha de vegetação, onde fica a última parada da via. Deste ponto até o cume é um misto de trepa-mato com costão sem paradas intermediárias. O cume é bastante vegetado sem visão de 360 graus.

  • 19a enfiada.

A descida segue a mesma linha da via, consumindo aproximadamente 5-6 horas de rapel. Todas as paradas estão equipadas com uma malha em cada chapeleta o que deixa a corda bastante torcida e a puxada extremamente cansativa. Uma boa alternativa é levar alguns cordeletes de abandono para colocar nos rapeis mais críticos a fim de minimizar o atrito.

Para ler mais sobre a repetição desta via, clique aqui!