Pancas

Pedra da Agulha

Alt. 600m

Atualizado em: 20/04/2022

Tradicional

Como chegar

Saindo de Vitória siga em direção ao norte do Estado pela BR-101 até João Neiva e depois siga em direção a Colatina pela BR-259. Cruze o Rio Doce e tome a rodovia ES-080 em direção a São Domingo do Norte até o trevo de acesso a Pancas. Na rodovia que leva a Pancas. 2,5km após o posto de gasolina, entre à esquerda por uma estrada de chão por mais 3,2km até a primeira bifurcação. Na bifurcação vire à direita e logo em seguida à direita novamente assim que passar em frente a uma área de secagem de café. A partir dali, a estrada poderá estar precária. Siga pelo cafezal buscando o ponto mais alto onde é possível deixar o carro.

Para maiores detalhes sobre o trecho final, utilize este tracklog.

Para o trecho da caminhada, use este tracklog.

Mapa

Série Histórica de Precipitação Mensal (Pancas)

Série Histórica de Temperatura Mensal (Pancas)

Melhor época

Inverno.

Sol/sombra

Sol da saáda até a P3 e da P8 até o cume. No restante, sombra.

Onde ficar

Camping Cantinho do Céu (27) 99620-9357.

4/5

Chaminé Brasília

5o, VI, A1, E4, D5, 450m

Data da conquista

16/07/1959

Conquistarores

Carlos Russo, Emil Mesquita, Giuseppe Pellegrini, Nélson Bravin, Rodolpho Kern

Equipos

2 cordas de 60; 1 jogo de Camalot (#.3-#6); Fitas; Joelheira; Material para o bivaque.

Considerada um mito, essa via é a maior escalada em chamimé do Brasil. Exige todos os tipos de técnica deste estilo, visto as diferentes larguras de suas paredes ao longo da via.

Livro Escalada Capixaba de Oswaldo Baldin

Estratégia

Basicamente há duas formas de atacar a montanha:

1- Subir até a P3 num dia e descer fixando corda para no dia seguinte fazer o ataque ao cume. Vantagem: evita o bivaque na montanha. Desvantagem: é preciso subir duas vezes a trilha, levar mais material e realizar 150m de ascensão por corda fixa.

2- Subir em estilo alpino preparado para o bivaque. Uma das repetições fez um bivaque na P5 e as outras na P7. 

Riscos

Além do espaçamento entre as proteções, há locais que não aceitam material móvel, os grampos encontram se bastante oxidados principalmente os originais. Em 1998, uma repetição acrescentou alguns grampos, mas em sua grande maioria foram para o rapel. Muitos dos grampos originais encontram se entortados devido a queda de pedra, por isso a recomendação é laçá-los pelo tarugo.

Em caso de acidente, qualquer operação de remoção é bastante complexa devido ao longo sistema de chaminés. Até a P6 é possível, com muito trabalho, baixar pela via. A partir da P7 é necessário subir ao cume para remoção via aérea ou pela via “Paredão Bernardo Collares”.

Ao longo da via, há sinal intermitente de sinal telefônico (VIVO).

P6.

Croqui

Descrição das enfiadas

1a enfiada – 30m – IV. Escalada em agarra pela direita da vegetação para ganhar o primeiro grampo original e depois uma pequena travessia à esquerda leva ao segundo grampo no trecho mais vertical, onde o crux é dominar um balcão. A parada está logo acima num platô com 2 grampos, um original e novo.

2a enfiada – 60m – VI. Escalada em chaminé estreita e contínua. Há diversos grampos ao longo da chaminé, mas algumas peças grandes poderão ser úteis para melhorar a proteção. A parada está num platô confortável com dois grampos, um novo e outro original torto.

3a enfiada – 50m – V. A enfiada inicia pela laca onde é possível proteger o lance até chegar num grampo novo. Depois a chaminé fica mais larga e segue sem grampo, opção para móvel, até uma viradinha para ganhar um platô de mato. Parada apertada, mas confortável com um grampo novo e outro antigo.

4a enfiada – 60m – V. A enfiada segue para dentro da chaminé até o primeiro estreitamento. Acima dele há um platô com um grampo novo na borda chaminé que é usado para o rapel. Dominando o próximo platô há outro grampo original. Depois a via segue em chaminé média com pedra quebradiça até o próximo grampo original, esticando quase 60m de corda. A parada pode ser melhorada com material móvel e bico de pedra.

5a enfiada – 40m – V. A escalada segue em chaminé média com rocha bem escorregadia para os pés até o primeiro grampo que está acima do bloco entalado. Mais a cima, cuidado com a rocha decomposta à direita, antes de entrar mais ainda para dentro da chaminé. Passado o estreitamento, no platô, há um grampo novo que serve de P5.

6a enfiada – 50m – V. Começa subindo um lance de bloco empilhado até um estreitamento onde há um grampo na virada. Depois, segue em chaminé média ou estreita a depender de onde se posicionar para subir. Lances longos na primeira parte e depois do grampo surge uma fissura frontal que permite melhorar a proteção. Parada em dois grampo originais. Posição desconfortável, exposta e suspensa.

7a enfiada – 50m- VI. A enfiada segue por uns 5m pela chaminé estreita até chegar no grampo novo com grampo de 5/16 num pequeno platô já para dentro da chaminé. A partir dali inicia uma travessia em chaminé para dentro da rocha com o objetivo de travessar a chaminé para o outro lado. No meio da travessia (buraco do Salomith) está o maior estreitamento da via. Subir com pouco material na cintura, retirar o capacete e tentar passar mais próximo ao teto com blocos entalados. Ao final do estreitamento, a chaminé volta a se abrir e é possível ver um platô abaixo (3m) onde é possível bivacar em caso de chuva (2 pessoas). Saída da chaminé pelo outro lado, na parte externa e mais a baixo, há outro platô que poder ser usado para o bivaque (3-4 pessoas). Segurança de corpo.

8a enfiada – 30m – V. A escalada segue pela borda oposta da chaminé, paralela à vegetação externa, visando um teto em oposição, onde inicia o trecho de artificial fixa. Usamos os grampos do artificial para parada, mas é possível seguir emendando as duas enfiadas, se conseguir gerenciar o atrito totalizando 60m.

9a enfiada – 30m – IV. Vencido o artificial e entrando na fenda de meio corpo, há outro grampo original. Depois a via segue pela fenda larga, passando por mais um grampo até chegar num platô com mato. Parada natural em árvore.

10a enfiada – 60m – IV. A escalada segue pela mata costeando o totem à esquerda até chegar numa árvore onde é possível subir no dorso e encontrar uma fenda frontal de punho. Vencido a fenda, há um platô e depois uma pequena aderência que leva a um trecho de escalada fácil. Em dupla, é possível esticar a francesa até o cume pulando a P10.

Primeira enfiada da via. Foto: Gustavo Diniz.

Descida

Todos os rapéis são em ancoragens naturais, grampos originais da conquista e grampo simples da década de noventa. Por isso é muito importante estudar cada rapel antecipadamente e avaliar os riscos.

Do cume até a P7, o ideal é fazer rapéis curtos por causa do atrito. O rapel na altura do P8 é o mais crítico. Na repetição tivemos que rapelar num grampo simples original que está logo depois do artificial.

No buraco do Salomith é preciso escalar de volta até o grampo que está dentro e fazer um rapel curto de 15m até a P6.

Da P6 em diante até o meio da 4a enfiada, os rapéis são com duas cordas de 60m. 

No meio da quarta enfiada há um grampo simples na borda da chaminé que leva à P3. < 30m.

Da P3 até a P2 são dois rapéis de 60m. 

Na segunda enfiada, atenção ao puxar a corda para não prendé-la nos bicos de pedra.

Um rapel de 30m da P1 leva ao chão.

O tempo estimado para descida da via é de aproximadamente 5h.