Sábado, 5h 30 da madrugada, o meu despertador toca. Após uma semana pesada de trabalho, acordar a essa hora soa até a sacanagem, mas era por uma causa nobre, escalar!

Após 50 min de voo, mais 2h 30 de carro rodando por estradas esburacadas e cheias de curva, lá estava ela, a Pedra Vermelha, ou PV para os mais íntimos.

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PV, Pedra Vermelha ao entardecer.

O meu amigo Fred Viana, sempre falava de PV daquele jeito: FI, você tem que conhecer PV! FI, você vai pirar!

E agora lá estávamos nós: eu, a Ma, o Sandro e a Claudinha na base daquela morra de pedra.

O pico conta com aproximadamente 26 vias. E várias vias têm nomes sugestivos como: Waimea, Pipeline, Tsunami… Então já deu para imaginar o que vinha pela frente.

Rezei para o Santo Calogi, o protetor dos escaladores que se aventuram em vias longas e parti para o fight!!

É Fred, PV é incrível!

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 República rasta… PV

Domingo, 7h da manhã. Dessa vez, em vez do meu despertador tocar, foram os cachorros do Belisário e da Ma que me acordaram. No primeiro movimento que tentei fazer depois de abrir os olhos, o corpo reclamou do exagero do dia anterior. Na verdade, o corpo reclamou da via  “Bíceps me gusta mucho”. A via me arregaçou no final do dia e agora o corpo estava pedindo clemência.

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Bola de cristal, o que mandarei hoje?

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Auto retrato…

Uma panqueca bem servida, um café sem açúcar e lá estavamos na Lapa, de volta à Lapa depois de um ano de jejum. Sempre é muito bom voltar aqui para escalar e rever os amigos que sempre permeiam por esse labirinto de pedra. Mas o que permeiou mesmo foi a água da chuva que resolveu dar as caras no meio da manhã e babar várias vias.

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Ai, vai para direita e pega num agarrão…

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“Boss” Kabeça no crux da Evander Holifield (8b), Lapa do Seu Antão.

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Cena típica num dia qualquer na Lapa… Mate e conversa fiada…

Em 1o anos de escalada por essas terras mineiras, essa foi a primeira vez que vi chuva de verdade minar as vias. Foi algo muito surreal ver a água escorrer pelas paredes e ir, aos poucos, acabando com a nossa festa. Mas fazer o quê, são as regras da natureza. A nós restou somente, jogar conversa fora, tomar um mate e esperar secar um pouco as vias.

Na verdade, para mim que estava na capa da gaita, a chuva até que foi uma boa desculpa para baixar um pouco o ritmo e pegar mais leve.

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Os locais…

Aproveitando as últimas linhas, quero deixar os meus agradecimentos, em especial, ao casal Belisário e Ma pela hospitalidade e também a toda galera que esteve presente em mais um dia de escalada.

É isso ae, faça sol, faça chuva, se você é um fanático, não tem tempo ruim!

Uma boa semana a todos!

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