Carta Aberta da AGM

Na semana passada, dia 24/04, foi publicado no Instagram da revista espanhola Escalar, uma denúncia infundada por parte de um antigo escalador gaúcho, atualmente residente na Europa, à respeito de “manutenção não autorizada” de via pela Associação Gaúcha de Montanhismo.

O texto foi excluído em menos de 24h pela revista sem motivo aparente e sem direito de resposta. Por isso, hoje a AGM emitiu uma carta aberta explicando a situação.

Não gosto de usar este espaço para conteúdo desta natureza, mas assim como a instituição, também fui diretamente insultado nas minhas redes sociais ao comentar um post. Ao invés de responder aos insultos recebidos, ajudei a elaborar essa carta aberta assinada pelo presidente Rafael Caon diante do acontecido. O link encontra-se no final do post.

Antes de vir morar no Espirito Santo participei ativamente da AGM desde sua fundação em 2000, inclusive em 2006, um pouco antes de me mudar para o Rio de Janeiro fui presidente desta entidade por alguns meses. Também durante esse período ajudei intensamente na manutenção de diversas áreas de escalada do Rio Grande do Sul junto com a AGM, inclusive tendo participado do primeiro mutirão de “regrampeação” do Brasil no Campo-Escola Behne em 2003, projeto financiado e executado por esta entidade.

Trabalho de regrampeação das vias do Campo-escola Behne.

Acredito que a manutenção de vias é de responsabilidade dos conquistadores, no entanto, nem sempre isso é possível por diversos motivos. Eu por exemplo, tenho umas 50 vias abertas no Rio Grande do Sul, mas como estou morando no Espírito Santo não tenho como dar manutenção. Por isso, antes de deixar o Estado, doei todas as minhas vias para Associação Gaúcha de Montanhismo.

Acredito que ninguém é dono de um pedaço de pedra. O conquistador é apenas a primeira pessoa que por lá passou e deixou sua marca. Os rastros de sua passagem são apenas bens materiais perecíveis e passageiros. Para mim, se apegar a um grampo para glorificar sua conquista é uma visão arcaica, materialista e egocêntrica. A conquista de uma via transcende os valores de um grampo. Não é uma proteção original que faz a via ter o seu valor. O valor está na perfeição da natureza que esculpiu a rocha e o conquistador é apenas um mero “maestro” que vislumbrou linha e por lá passou.

Para quem quiser ler a carta Aberta, clique aqui! 

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