Jardim Labirinto, saímos!

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Afeto na 5a enfiada da via, mais uma travessia do nada para lugar nenhum. Ao fundo, Barra do Jucu.

O verão acabou, as chuvas chegaram e o projeto Jardim Labirinto ficou esquecido, ou quase! Na 2a quase investida, o DuNada teve um piri-paque e acabamos adiando mais um pouco o nosso retorno, mas retornamos! E com reforço!

Assim, nesse último domingo, eu, DuNada e Afeto voltamos à Lage de Pedra em Guarapari.

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Lage de Pedra visto do carro. 

Tentamos, em vão, escapar do calor e do sol, tentando ir mais cedo para a pedra, mas não deu certo, o DuNada se atrasou quase 1h… Assim, chegamos na base da via com o sol a pluma, rachando o coco. Ruim para o Afeto que entrou na enfiada crux da via com a pedra pegando fogo, mas aos urros e gritos, Afeto Urso Bravo mandou bem a enfiada.

Dali para cima, até a P6, foi um passeio no parque com um saco de cimento nas costas.

Chegamos no ponto onde havíamos parada da última vez por volta do meio-dia, quando o sol estava no seu auge energético, queimando tudo que via pela frente. Estava tão quente que eu me abriguei, em vão, embaixo dos galhos secos para me proteger e esperar o sol dar uma trégua. Mas parece que para o Afeto não estava tão quente assim e o moleque assumiu a ponta da corda e foi para chapa quente finalizando mais uma travessia enfiada.

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Tampar o sol com a peneira! É isso que o DuNada estava tentando fazer na P6.

Da P7 já era possível sentir o cheiro do cume, estava alí, logo ali. Só estava faltando mais uma enfiadinha “tranquila” e estaríamos no cume. A essa altura o sol deu uma trégua, se refugiando atrás da pedra e pude voltar à ativa. Conquistei o mais rápido que pude os lances finais, mas sem antes passar por algumas passadas de “acreditar” para finalmente fecharmos mais uma conquista.

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Afeto provando o crux final antes de bater no cume. Eta vontade de segurar a costura!

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Panorâmica do cume.

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Foto clássica do cume! A primeira de 2014!

Valeu demais aos meus amigos de cordada que me acharam nessa escalada! Valeu demais a escalada, mesmo vocês não levando comida! PS: Levar duas maças para o dia inteiro de escalada não conta!

Sobre as fotos! Estreei na pedra o meu novo brinquedo que eu me dei de aniversário, uma Fujifilm X100s. É uma câmera compacta estilo retrô mirrorless com sensor APS-C. Cansei de carregar uma câmera de 1kg nas conquistas e resolvi investir em leveza em detrimento à qualidade de imagem.

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Seringueira!

Uma coisa que eu ainda não aprendi é que essa câmera não é uma point-and-shot, embora tenha tamanho para ser uma. Na verdade, ela é toda cheia de gueri-gueri e exige muita atenção e um pouco de conhecimento para fazer uma foto. Você precisa parar, pensar e só depois fazer a foto. Eu não fiz nada disso e confesso que perdi muitas fotos nessa primeira vez, mas espero que, com o tempo, eu vá pegando a manha e consiga dominar a bichinha!

Ah sim, todas as fotos foram tiradas em RAW e depois processadas no Lightroom aplicando o famoso processamento que imita o clássico filme Velvia da Fujifilm. Esse novo recurso chegou essa semana com a atualização do Lightroom (5.4), juntamente com o recurso de compartilhamento de imagens com o ipad. Aliás, esse foi o assunto da semana nos blog’s de fotografia, mas isso é assunto para uma outra postagem.

Croqui

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1a enfiada

Solo, sem grampo até a P1. 30m. Dificuldade IIo. Dá para ir de bota.

2a enfiada

Enfiada crux da via. Enfiada de 7o grau com muitas passadas de aderência. Os movimentos mais duros estão na travessia final à esquerda. Sexto grau obrigatório. 35m, bem protegido E2.

3a enfiada

Enfiada em diagonal à esquerda com passada de 6o grau na saída. Depois segue por um terreno mais tranquilo até o platô. Parada natural. 35m.

Caminhada pela mata à esquerda contornando a base e subindo pelo costão chegar na base do diedro.

4a enfiada

Começa num diedro sujo. Proteção móvel opcional (Camalot #3 e #4), depois segue pela aderência em chapas (2) até a árvore. 20m.

Caminhada pela mata. subir a mata até encontrar um formigueiro gigante. Quebrar à esquerda nesse ponto e seguir até a pedra.

5a enfiada

Escalada tranquila com um crux fácil na saída. Depois segue contornando a pedra até ganhar o platô e finaliza numa grande travessia. 35m.

6a enfiada

Enfiada curta com um crux na saída, depois a pedra perde inclinação e tudo fica mais fácil. Usar a parada acima, mas a dica é não parar nela e seguir à direita até uma outra parada um pouco mais abaixo.

7a enfiada

Começa em diagonal à direita seguindo um veio de cristal até ganhar o lance e depois segue em travessia à esquerda até chegar no platô. A parada está no final do platô.

8a enfiada

Enfiada curta de 20m com 2 crux’s de 6o na sequência. Os dois lances podem ser roubados. Cume!

Descida

P8 até a “P6”. Parada que fica à esquerda da P6 (50m).

P6 até o platô  de mato (50m).

Caminhada pela mata até a P4 (árvore).

P4 até a P3 (40m).

Rapel em diagonal até a P2 (35m).

P2 – Base (60m).

Dicas adicionais

  • Levar 2 cordas de 60m para o rapel;
  • Levar fita de abandono para os rapeis. As paradas estão com uma argola e uma chapa;
  • Levar aquela sapatilha apertada para esportiva. Não usar sapatilha de parede;
  • O livro de cume está embaixo de uma pedra, logo acima da P8;
  • Pedir passagem no sítio do Sr. Lígio Alvarenga.

ATENÇÃO!

Ao entrar nas terras do Sr Lídio, é mandatório pedir passagem tanto com o proprietário quanto com o caseiro, Marcelo, que mora numa casa antes da casa do Sr. Lídio.

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