Rolé 600*

Por aqui, o final de semana foi um pouco atípico. Sem ondas boas, galera da escalada em Minas, sol, bobeira… O jeito foi jogar as tralhas no porta-mala do carro e pegar a estrada!

Para não dizer que sai totalmente sem rumo, programei um reconhecimento em duas áreas com “potencial” para novas conquistas. Um pico que achei no Google Earth e um outro que tinha recebido umas fotos pelo MSN. Tirando esses dois “compromissos”, o resto foi ao vento.

O primeiro destino foi a área do Google, a sudeste de Cachoeiro, perto da BR-101. Pelo Google, parecia uma grande falésia, ou um pico bem vertical.

Depois de algumas quebradas, subidas e descidas,  lá estava o pico, exatamente como havia previsto! Um pico vertical a negativo que de um certo ângulo lembra em muito a Pedra do Baú (SP). Mais uma caminhada morro acima e a triste realidade… O negativo não era negativo, mas sim uma rampa!!!! E a rocha, não era um granito, mas sim um mega-enclave de kinzigito (nome complicado para dizer: rocha pobre!!!).

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A falésia do Google… Parece legal, só parece…

Tudo bem, já estou acostumado com essas coisas… Pé na estrada para procurar o outro pico. Mapinha em mãos, mais umas quebradas, curvas, estrada de chão e lá estava a pedra igualzinha a da foto. O detalhe que a pessoa que tirou a foto deu um super, mega, power zoom para cima. Assim, pela foto parecia que a falésia ficava pertinho da estrada, grande ilusão! A falésia ficava lá na p$%# que pariu, longe da estrada e pior de tudo, lá em riba!

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Versão sem o zoom e a triste realidade…

Ok, o que é um peido para quem está cagado. Mochila nas costas e mais 1h de subida varrendo um pasto que dava na altura do ombro. Chegando na base, suado, cortado e cansado… Sim, isso mesmo, uma b%$##!!!! Segundo tapa na cara no mesmo dia… (a parede é liseda!)

Depois de tanto sofrimento por nada, o jeito foi sair andando sem rumo. Cachoeiro, Castelo, Limoeiro, Caxixe… até escurecer, rodando e fotografando a paisagem, que por sinal é muito bonita, principalmente na região do Caxixe.

Quando a noite estava caindo continuava sem lugar para passar a noite, e quando estava procurando um lugarzinho para acampar achei uma placa que levava para a Fazenda Sossego. Yes! Era isso que estava procurando.

O lugar é muito simples e aconchegante. Como eu era o único hóspede (quem vai passar o final de semana naquele fim de mundo?) fiquei com a casa (cozinha, sala, banheiro e quarto) toda para mim. Um luxo por R$ 30, 00 com direito a café da manhã. A proprietária do empreendimento é a Sra Rita, uma gringa muito simpática. Quem tiver interessente eis os contatos: (28) 9886-0975

No dia seguinte fui conhecer o Parque Estadual do Forno Grande (www.iema.es.gov.br) que fica uns 10km da pousada. Fui meio incrédulo porque nunca tinha ouvido falar do lugar. Fui pensando que ia achar um parque com um pórtico velho, abandonado e sem infra-estrutura nenhuma. Pura ilusão, tirando a estradinha de acesso que é um verdadeiro rally, o parque é muito bem estruturado. Guardinha na entrada, centro de visitação, banheiro, estacionamento e uma guia para dar toda assistência. O lugar superou todas as minhas expectativas. Por sorte nesse dia, tinha uma guia, que por um lapso de memória, não lembro o nome dela… Mais uma vez, como eu era o único visitante não precisei esperar o horário para fazer a caminhada (todos os dias as 9h e as 13h30). A caminhada principal tem duração de 3h30 e o ponto alto é o mirante para a Pedra Azul. Vale lembrar que só é permitido andar pelas trilhas acompanhado de um guia.

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Caxixe.

Depois disso, saí sem rumo novamente e fui parar em Afonso Cláudio para conhecer o pico Três Pontões. No posto, ao me informar sobre como se fazia para chegar lá, o frentista me recomendou um museu militar que ficava no caminho. Como estava lá de bobeira mesmo, fui conhecer o museu, sem botar muita fé, a final de conta um museu militar em Afonso Cláudio? Nunca tinha ouvido falar…

Mais uma vez veio a grata surpresa. O museu foi construído por um austríaco que se casou com uma alemoa de Afonso Cláudio e trouxe o  museu com mais de 1500 peças para lá. Embora o cara seja um pouquinho fora da casinha, o austríaco se puxou no museu, é muito bem feito com grande riqueza nos detalhes e muitas peças raras. Está certo que o ambiente é totalmente neo-nazista, mas vale a visita pelo acervo que inclui uniformes militares originais, armas, fuzis, cartas, bombas… (Outras infos: (27) 9807-6376

Depois de mergulhar no tempo, fui para o pico fazer algumas fotos e ficar viajando um pouco. Depois de algumas fotos e um lanche rápido, meia volta mover!! Hora de ir para casa porque 2a feira é dia de trabalho, mas sem antes dar aquela parada na Pedra Azul para fazer “aquelas” fotos do final do dia (as melhores fotos de paisagem só são tiradas nos primeiros ou nos últimos raios de sol).

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Pedra Azul.

*600 porque a banda toda deu 617km.

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Este post tem 5 comentários

  1. Pô, deu até pena de você no começo do texto. 🙂
    Mas as fotos ficaram lindas! E a Pedra Azul é tudo de bom!
    Beijos!

  2. Que indiada…estamos precisando de gente pra vasculhar o cerrado em busca de pedra. Topa? Pelo menos acho que aqui tem menos piramba pra subir…

  3. Caraca Naoki ,,,lugares incriveis tirando o sofrimento que no caso faz parte né rssssss,,,as vezes a parencia engana ao longe tudu parece viavel mas de pertoooo ……….descobrimos a verdade !!!!!!
    Abraço.
    Leão Gropo
    Emerson ( Memi )

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