Noel

Na década de noventa quando íamos à Gruta se dizia que o Noel Rocks era “a falésia do futuro”. (naquela época havia apenas uma via pela metade). Dois anos atrás, no Carnaval de 2017,  “conheci o futuro”. Naquela época, a falésia ainda estava numa fase embrionária, mas hoje, quase dois depois, Noel Rocks é considerado “o point da hora” da Serra Gaúcha e talvez até do Rio Grande do Sul. Tudo isso graças a motivação, visão e acima de tudo muito trabalho do escalador Tiago Balen e inúmeros colaboradores que investiram tempo e dinheiro no local.

Para mim, Noel fica a apenas 1h da minha mãe, uma barbada. Por isso, aproveitei as festividades do final de ano para dar um pulo lá no último domingo. Bom para rever amigos de longa data e conhecer também a nova geração de escaladores gaúchos. Em termos de escalada, para mim, uma falésia nova quer dizer muitas oportunidades para tentar escalar à vista. Embora o dia não estivesse ideal, parecia que estávamos escalando em banho maria, rolou boas escaladas e principalmente um excelente processo de me reencontrar com o basalto que é uma rocha com características peculiares. Preciso confessar que voltei bem animado de lá e já estou me programando para direcionar os meus treinos e voltar lá logo logo. Ainda tenho muitas vias para provar!

Da minha parte, fiz uns croquis para ajudar na divulgação e orientação. Ficou falando o croqui do setor fodarástico, mas esse vai ficar para próxima vez. Vale lembrar que as graduações ainda estão sendo confirmadas e calibradas.

Croqui de Noel Rocks

 

Behne

No sábado e no último dia do ano, ainda dei um pulo no Behne. Gosto de ir lá, primeiro, porque fica no lado de casa, menos de 5 minutos de carro e, segundo, porque foi la que comecei a escalar em 1995. Foi lá que todos os meus “sonhos verticais” surgiram e dali sai para o mundo em busca deles. Por isso gosto de voltar às origens para reviver um pouco isso e buscar novas motivações. Além disso, o Behne é um outro excelente lugar para reencontrar amigos de longa data. Dessa vez encontrei o Tomás, Gunter e suas respectivas a Patricia e a Beta no Setor 2, exatamente no mesmo lugar que a 24 anos atrás começamos a desbravar o Behne juntos. O mais engraçado é que quando estava conversando com ele e olhei para o lado, vi a mesma cadeirinha amarela da Alto Estilo que o Gunter usava em 1995!!! Por sorte ele não estava usando mais ela, mas fiquei pensando porque ela estava lá? Será que era a cadeirinha da Beta? Mais para o final do dia, ainda encontrei o Dilsinho, num daqueles encontros improváveis! Em 2011, fui com ele e mais uma galera, onze para ser mais exato, para Red River Gorge nos Estados Unidos e depois nunca mais nos encontramos ao vivo. O Dilsinho veio passar a virado ano com a esposa no Behne e em 3 dias ele passou o rodo na maioria das vias do setor. É sempre motivador ver a galera das antigas continuar apertando forte nas vias.

Tomás escalando no Setor 2.

No mais, que venha 2019 com muita escalada, saúde e dinheiro no bolso!

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