Paris em 35mm

Ca estou de volta, após 18 dias de rolê pelo Velho Mundo (Paris, Bruxelas, Bruges, Luxemburgo e Amsterdã).

Paris, cidade da luz. Torre Eiffel, um dos símbolos da cidade ao entardecer.

Nessa viagem, em vez de levar todas as tralhas fotográficas, que somam quase 6kg, resolvi ir mais leve. Então, só levei a Fuji X100s, que vem com uma lente fixa de 35mm (equivalente), e um tripé. Talvez entrando nesse espírito ai!

fuji-evolution

Ir leve tem suas vantagens e desvantagens, mas digamos que foi uma experiência positiva. Aprendi um pouco mais sobre a arte de fotografar e acima de tudo a ser mais criativo. De início, me senti um pouco pelado, por não ter toda a gama de lentes à disposição, mas com o tempo fui me acostumando e final estava tranquilo de sunga! Os resultados estão ai, divididos 2 postagens para não ficar chato.


Museu do Louvre ao entardecer. O bom que a noite os turistas somem, mas tem que esperar até as 22h para fazer a foto…


 Detalhe da pirâmide do Museu do Louvre, visto de dentro.

Introdução a Paris

As primeiras horas em um país, ou cidade desconhecida, são sempre um pouco estressantes, principalmente depois de 11 horas de voo numa lata de sardinha, mais um jet lag de 5 horas. Assim chegamos a Paris, cidade da luz, eu e a Paula. Cansados, loucos por um banho e uma cama para descansar um pouco. Chegamos no hotel e descansamos um pouco e  depois resolvemos dar uma volta, pois nessa época do ano só escurece às 21h30. Como o nosso hotel ficava perto do Sacre Couer, que fica no bairro boêmio de Montmartre, fomos conferir o local. Visitamos a igreja, demos um rolê em Montemartre e lá pelas 22h resolvemos voltar para o hotel. Descemos a escadaria mal iluminada da igreja e lá embaixo vimos algumas pessoas suspeitas. Depois vimos que eram ambulantes, então seguimos. Quando passamos por eles, um deles nos ofereceu uma pulseirinha de fita e de imediato recusei, mas ai o cara me pegou forte pelo braço e tentou à força colocar a pulseira. Tive que revidar com certa agressividade, me desvencilhei e seguimos o rumo sem parar.

A sorte foi que a gente ainda estava no “modo Brasil” de atenção. Quando chego em país mais tranquilo, onde sei que dá para baixar um pouco a guarda, levo uns 3 dias para me sentir mais à vontade com o lugar. Nessas horas percebo que moramos num lugar muito violento onde precisamos sempre manter um certo estado de atenção para não dar bobeira. Se esse fato tivesse acontecido mais no meio da viagem, com certeza os caras teriam nos pegos e marcharíamos com nuns euros, pois estaríamos mais relaxados com a segurança.

Depois ficamos sabendo pelos blogs que ali acontece direto esse tipo de abordagem que está mais para um assalto do que para uma venda.


 A hora do rush no Arco do Triunfo. Logo em seguida a polícia apareceu e nos correu de lá…


 Luminária de cristal.


 Sacre Coeur à noite, antes de sermos abordados pelos “ambulantes”.

Paris dos turistas

Há quem diga que Paris é lindo e que o que estraga a cidade são os parisienses. Eu preciso descordar dessa afirmativa, pois não fui mal tratado por nenhum local. Eu digo que o problema de Paris são os turistas, grupo na qual me incluo, esses dai são umas pragas que estragam a cidade. É tanto turista que tem horas que você quer fugir daquele inferno de chineses tirando foto, gente gritando e vendedores ambulantes te bajulando com lembrancinhas da Torre Eiffel.

Para essas horas, o bom mesmo é sair um pouco das vias turísticas e se refugiar nas zonas secretas que ficam escondidas e curtir um pouco a cidade do jeito que ela deve ser apreciada.


Escadas do Palácio de Luxemburgo.


Escadaria claustrofóbica para subir no topo do Arco do Triunfo. 

Centro Pompidou.


 As catacumbas, um cemitério, ou ossário, embaixo de Paris.


 Fósseis de Amonites no Museu de Ciências Naturais de Paris.

 Entardecer no Rio Sena com o Museu Orsay à esquerda.


 Cotidiano em Paris. Vendedores de gravuras às margens do Rio Sena.


 Relógio do Museu Orsay com a igreja de Sacre Coeur ao fundo.

Beta mor do Louvre

Falando de local turístico, se há um lugar que é obrigatório é o Museu do Louvre. Não é a atração mais visitada de Paris, perde para o Centro Cultural Pompidou. Esse centro é um daqueles lugares que eu já vi em vários lugares do Brasil com o titulo de Centro Cultural. Imagino que tenham copiado dali, mas a diferença é que lá as coisas funcionam em alta profusão, dentro e fora das instalações. Dentro, uma exposição temporária de Henri Cartier Bressan e fora artistas de rua reunindo uma multidão de dar inveja a muitos shows que tem por aqui.

Voltando ao Louvre. Mesmo sendo a segunda atracão, a fila para entrar no Louvre não dá trégua. Dizem que é na ordem de 1h30 só para conseguir entrar, passar pelo raio X, comprar bilhete, botar a mochila no guarda-volume… Mas eis que a Paula achou um beta que ela leu em algum blog dizendo que há uma entrada lateral pouco conhecida que dá direto ao museu.

No dia que chegamos ao Louvre lá estava aquele enorme fila na entrada principal junto a pirâmide de vidro. Nos encaminhamos para tal entrada lateral para ver se lá a coisa seria mais tranquila. Afinal de conta, não custaria nada conferir. Vai que…  E lá estava a tal entrada, entre aberta, sem ninguém. Entramos incrédulos e lá estava o tio do raio X, a moça da bilheteria e a senhora da recepção, todos coçando o saco na maior tranquilidade… E assim entramos, sem fila sem espera na maior tranquilidade. Está ai a dica!

Cena de uma primavera em Paris. Happy Hour no Rio Sena com a Igreja de Notre Dame ao fundo.

Segue!

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