• Miya-jima, Japão.

Hoje, dia 29 de julho, faz exatos 10 anos que vim morar no Espírito Santo. Quando tento rebobinar a minha, já falhada memória, aquele ano de 2007, lembro com certa clareza que o ano começou de forma bastante frenética. Após as festividades de final do ano, no dia 2 de janeiro, estava me mudando para o Rio de Janeiro à trabalho. Lembro que levava comigo apenas uma mochila pesada, cheia de equipamentos de escalada e algumas mudas de roupa. Também lembro do choque que senti quando o ônibus me largou em plena Avenida Rio Branco com a Getúlio Vargas, no coração do Rio de Janeiro.

Passei mais 7 meses no Rio, onde reaprendi a escalar no granito e aprendi a tomar gosto por essa pedra que nunca fui muito fã.

Ao final desse período, numa 5a feira, fiquei sabendo que na próxima segunda-feira teria que me apresentar em Vitória, Espírito Santo! Caramba, que choque! Não lembro se fiquei feliz. Acho que apenas aceitei e fui.

Embarquei, mais uma vez num voo, mas dessa vez, com o dobro de material de escalada para despachar (incluindo umas 200 chapeletas). No meio de tantas coisas levava comigo, com muito carinho, uma furadeira usada que tinha comprado de um cara. Aquilo era o meu xodó! Tanto é que tentei levar-la como bagagem de mão, mas os seguranças do aeroporto acharam que eu poderia fazer um furo no avião e não me deixaram levar em cima.

Cheguei em Vitória no dia 29 de julho, num domingo ensolarado e ventoso, clima típico daqui. Desci do avião e reparei como o céu estava azul. Aliás, o céu aqui é mais azul do que em outros lugares.

Quando você é escalador, tudo é mais fácil, mesmo quando chega numa cidade nova. Na verdade, eu já tinha vindo a Vitória uns meses antes e nessa ocasião conheci o PA, Afeto e o Baldin. Então, quando voltei novamente já foi mais fácil fazer a “ponte”.

A partir de então, bom, tenho muitas histórias para contar. E grande parte de tudo que rolou nesses anos está carinhosamente registrado neste blog. Às vezes, não com a devida atenção, mas outras com bastante detalhe.

O interessante é que quando penso nisso, vejo que só coisas boas aconteceram nesses 10 anos. Não consigo lembrar de nada ruim, apenas grandes escaladas, grandes amizades e muitas risadas. Para não dizer que nem tudo foram flores, fiquei de molho exatos 45 dias sem escalar porque quebrei as duras pernas escalando em Calogi, meu recorde de dias sem escalada.

Que venha mais 10, 20, 30 anos de escalada!

Valeu demais galera! Gratidão eterna!

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4 respostas

  1. A escalada brasileira tem muito a te agradecer. Precisamos de mais pessoas assim, onde chegam, fazem história (positiva claro hehehe). Eu, com pouco tempo de convivência, sempre fiquei observando e praticando seus ensinamentos. É noixxxx

  2. Você é um exemplo a ser seguido principalmente por sua dedicação e paixão pela escalada, que sorte foi a nossa em que um japonês do Rio Grande do Sul veio cair logo aqui…Pode ter certeza que a gratidão é nossa por ter uma pessoa como você levantando a bandeira da escalada no Espírito Santo!!!

  3. Grande Afetones! Se olhar as fotos, fica claro que ninguém conquista nada nem entra em roubada sozinho, somente com os amigos barca furada! Vlw demais Afetones! Sempre desde o início nessa empreitada!

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