Conhecendo Oliana! Ops, Uliana

  • Jana trabalhando os movimentos da via "100% Arábica" (8a).

O desenvolvimento das escaladas na parede de Uliana começou em meados de 2013 quando o escalador Fabrício Amaral se mudou, à trabalho, para cidade serrana de Venda Nova do Imigrante, distante a apenas 130km da capital.

No IFES de Venda Nova, Amaral atuou como professor de educação física, levando a prática da escalada para dentro da instituição, onde inclusive ele montou um muro de escalada (em 2017 aconteceu neste muro a Copa Capixaba de Escalada).  Concomitantemente a este trabalho, ele desbravou a região em busca de novas áreas de escalada, onde pudesse praticar e levar os alunos para conhecer “o mundo lá fora”.

A parede de Uliana foi um dos frutos dessa exploração, que inclui também a parede de Trumb que fica ali perto. Já o nome Uliana, não tem nada a ver com a famosa parede de Oliana na Espanha que é mundialmente conhecida pelas vias duríssimas. Uliana é o nome do proprietário das terras onde fica a parede.

Sempre que encontrava o Amaral, me convidava para abrir umas vias nessa parede, mas sempre me esquivava do trabalho sujo. Mas hoje, depois de tudo que aconteceu, me arrependo de não ter ido um dia com ele para ajudar a tirar um pouco de limo e fazer uns furos…

Por sorte, Amaral deixou bons discípulos na região. O Dante, em particular, foi uns dos pupilos que mais abraçou o esporte e hoje tem tocado com bastante afinco o desenvolvimento da escalada na região. Recentemente, ele abriu uma dezena de vias, e hoje, a parede de Uliana já conta com 30 vias que vão do 4o grau ao 9a.

Nos últimos tempos, o Dante vinha me falando bastante sobre as novas vias e pilhou para que fosse conhecer a nova safra de vias, além das clássicas abertas pelo Amaral.

Parede de Uliana.

No último domingo, Lissandro, Yasmin e eu subimos à serra capixaba sob condições meteorológicas bem suspeitas para conhecer e escalar em Uliana com o Dante. A nossa recepção de boas-vindas foi uma chuvarada típica de inverno para testar a nossa tenacidade. Sob o solo úmido, nos equipamos e escalei a primeira via, um V SUP numa mescla de agarras molhadas com pés secos (croqui no final da postagem). Assim que a chuva deu uma trégua, chegou o reforço: Riva, Maisa, Jana e Felipe que já estavam na região deste o sábado.

Felipe aquecendo na “7b soft” (7a).
Resto de Mata Atlântica preservada.
Escalada em família.

Com o passar do dia, o tempo foi se firmando e a temperatura se manteve bem agradável, o que ajudou o grip para as inúmeras cadenas que rolaram ao longo do dia. Eu acho que todo mundo levou alguma coisa no bolso, uns mais outros menos.

Yasmin na cadena da via “Flor de Março” (V SUP).
Face sul = umidade!
“Cadena”, o mascote de Uliana!

Provei 6 das 30 vias do setor. E de antemão posso garantir que escalei o melhor 8b em granito do Estado. A via se chama “Mestre Amaral” e foi conquistada recentemente pelo Dante, contanto com uns 30m de extensão de puro desfrute do início ao fim. 

Mais para o final do dia, ainda tive a oportunidade provar o que considero ser um dos melhores 7a´s do Estado, a via “Hermione”, conquistada pelo Amaral, Zé e Denise que transcorre por uma “geladeira” de 30m. Com certeza uma escalada diferente para os padrões locais e um grande legado do Amaral para escalada de Uliana.

Jana na via “100% arábica” (8a).
As feições geológicas que lembram uma catedral gótica.
Dante na clássica “Hermione” (7a).

Se você ainda não conhece o point, ou já foi, e está procurando uma desculpa para voltar lá, já adianto que em outubro vai rolar um pequeno Festival de Escalada em Uliana! Anotem na agenda! Em breve maiores informações!

Leia mais sobre Uliana aqui!

Croqui do Setor Cafezal.

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Uma resposta

  1. Boa Japa!!! Valeu pelos registros e divulgação desta falésia que está se tornando incrível! Ainda temos muito potencial para abertura de novas vias!! Te aguardo aqui para um dia de trampo e churrasco em seguida kkk abraços

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